Carnaval: medidas simples podem contribuir para a diminuição das Infecções Sexualmente Transmissíveis

Vírus, bactérias e outros microorganismos são os causadores das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). A transmissão ocorre principalmente por meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de camisinha, com uma pessoa que esteja infectada. Com a chegada do Carnaval o número de contaminações aumenta e medidas simples podem prevenir essas doenças.

“A terminologia Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) foi alterada em substituição a expressão Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e isso destaca a possibilidade de uma pessoa ter e transmitir uma infecção, mesmo sem sinais e sintomas”, explica o infectologista e consultor médico do Sabin, Alexandre Cunha.

A prática de sexo seguro é a melhor maneira de prevenir as infecções. Dados do Ministério da Saúde apontam que, atualmente, 830 mil pessoas vivem com HIV/Aids no Brasil e, destas, 548 mil em tratamento. Estima-se que 136 mil pessoas ainda não sabem que estão com HIV e que 196 mil sabem que tem o HIV e não estão em tratamento.

Manifestações das ISTs e sintomas

Essas infecções geralmente possuem entre os sintomas mais comuns feridas, corrimentos ou verrugas. De acordo com o Ministério da Saúde, entre as ISTs mais comuns estão: herpes genital, sífilis, gonorreia, HIV, HPV, hepatites virais B e C. “É importante lembrar que, embora no geral as ISTs apareçam nos órgãos genitais, também podem surgir em outros locais como nas palmas das mãos, língua e até nos olhos. Se observar qualquer sinal ou tiver qualquer sintoma de algumas dessas infecções, é necessário procurar um médico com urgência para iniciar o tratamento ”, alerta o especialista.

O médico explica ainda que os corrimentos têm coloração diferente de acordo com o tipo de infecção, podem ter cheiro forte, causar coceira e provocar dores ao urinar e durante a relação sexual. Geralmente se manifestam em casos de gonorreia, clamídia e tricomoníase.

Já as feridas, que podem aparecer em qualquer parte do corpo e causar ou não dores, geralmente estão associadas a manifestações de sífilis, herpes genital, cancróide, donovanose e linfogranuloma venéreo. “Algumas dessas doenças muitas vezes não apresentam sinais ou sintomas, e a falta de diagnóstico e tratamento correto pode levar a graves complicações”, alerta Dr. Alexandre Cunha.

O infectologista explica ainda que o tratamento das ISTs deve ser realizado com todos os parceiros com que a pessoa manteve relações sexuais, mesmo que não tenha aparecido nenhum sintoma. “É imprescindível que todos sejam tratados para evitar complicações. E o mais importante: o uso de preservativos é o método mais eficaz de evitar essas doenças”, explica.

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