Assim como aconteceu nos dois meses anteriores, os preços em Brasília voltaram a subir e registraram alta de 0,58% em agosto, a maior variação mensal do ano, ficando acima do calculado em nível nacional (0,24%), além de superior ao registrado em agosto de 2019 (0,08%). São dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), publicado hoje (09) pelo IBGE. Já a variação acumulada no ano (0,50%) foi a menor registrada para um mês de agosto desde o início da série histórica (1990).
Em agosto, na comparação com as 16 cidades pesquisadas, a inflação de Brasília foi a terceira maior, ficando apenas atrás dos registrados em Campo Grande (1,04%) e Goiânia (0,66%).
| Período | Taxa |
| Agosto de 2020 | 0,58% |
| Julho de 2020 | 0,34% |
| Agosto de 2019 | 0,08% |
| Acumulado no ano | 0,50% |
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados em Brasília, seis apresentaram alta em agosto. A maior variação positiva e o maior impacto (0,40 ponto percentual) no cálculo do índice deste mês vieram do grupo Transportes (1,88%), registrando a maior alta do ano. Por subitens, as maiores altas foram nos preços da gasolina (5,73%), com três altas consecutivas, do etanol (3,37%), do pneu (3,34%) e do óleo diesel (2,83%).
Ainda no lado das altas, o segundo maior impacto positivo (0,15 ponto percentual) no cálculo do IPCA de agosto veio do grupo Alimentação e bebidas (0,95%). Alguns subitens da cesta básica tiveram altas expressivas, como tomate (24,39%), óleo de soja (13,98%) e arroz (6,31%), além do item carnes (4,54%).
Já no lado das quedas, a variação negativa mais expressiva veio do grupo Educação (-1,38%), com impacto de -0,11 ponto percentual. Destaque para o subitem ensino superior, com a maior queda (-3,84%) desde quando começou a ser pesquisado.
Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 29 de julho a 27 de agosto de 2020 (referência) com os preços vigentes no período de 1º a 28 de julho de 2020 (base). O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.
Cabe lembrar que, em virtude do quadro de emergência de saúde pública causado pela Covid-19, o IBGE suspendeu, no dia 18 de março, a coleta presencial de preços nos locais de compra. A partir dessa data, os preços passaram a ser coletados por outros meios, como pesquisas realizadas em sites de internet, por telefone ou por e-mail.






