A Universidade de Brasília no Gama completou 18 anos em agosto. Fundada em 2008, hoje reúne mais de 3,1 mil estudantes. O campus tem como objetivo a expansão e a interiorização da universidade pública no Distrito Federal. Ao longo desse período, o campus se consolidou como espaço de formação, pesquisa, inovação e extensão, mantendo também o desafio permanente de aprofundar sua relação com a comunidade do Gama e do Entorno. Em 2024, a Universidade passou a se chamar oficialmente Faculdade de Ciências e Tecnologias em Engenharia (FCTE), embora a sigla antiga, FGA, permaneça associada à história do campus e continue sendo utilizada informalmente para identificar a unidade.
Segundo a direção da faculdade, a escolha do Gama para receber o campus não foi aleatória, fez parte de uma política de interiorização da universidade pública, levando em conta critérios demográficos, sociais e econômicos da região, além da demanda represada por ensino superior e qualificação profissional no Distrito Federal. As primeiras aulas, em agosto de 2008, aconteceram em espaços provisórios, antes da consolidação da estrutura física que o campus tem hoje.
Ao longo desses 18 anos, a FCTE teve uma evolução expressiva e agora conta com cinco cursos de graduação: Engenharia Aeroespacial, Engenharia Automotiva, Engenharia de Energia, Engenharia Eletrônica e Engenharia de Software, além de dois programas de pós-graduação: Engenharia Biomédica e Integridade de Materiais da Engenharia. Considerando os alunos de graduação e de pós-graduação, a comunidade discente reúne mais de 3,1 mil estudantes.
De acordo com a diretoria da FCTE, “a extensão é uma das principais formas de aproximação entre a universidade e a comunidade”. A partir dessa ideia, o campus desenvolveu iniciativas como o Programa BIOGAMA, relacionado à reciclagem de óleo de fritura e à educação ambiental, e o projeto Elas na Engenharia do Campus Gama, que aproxima estudantes do ensino médio, especialmente meninas, das áreas de ciência e exatas. A iniciativa promove atividades de tutoria, experimentação e contato com o ambiente universitário.
Embora a FCTE já possua presença institucional consolidada na cidade, a direção avalia que integração territorial não significa apenas presença física. Segundo a diretoria, “uma universidade verdadeiramente integrada à cidade precisa estabelecer relações permanentes com escolas, organizações sociais, poder público, empresas e moradores”.
A permanência estudantil é feita por meio de mecanismos de assistência destinados a estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, mediante os critérios estabelecidos pela política institucional, como o Restaurante Universitário, que oferece refeições aos estudantes e contribui para reduzir os custos associados à permanência no campus.
A questão do deslocamento também é relevante. A distância em relação ao Plano Piloto faz com que tempo e custo de transporte sejam fatores concretos na experiência acadêmica de parte dos estudantes, avalia a UnB. A partir disso, foi pensada uma infraestrutura que permite que o estudante desenvolva grande parte de sua rotina universitária na cidade, reduzindo a necessidade de deslocamentos frequentes para o Campus Darcy Ribeiro, localizado na Asa Norte.
Para os próximos anos, a direção da FCTE fala em avançar da fase de consolidação para uma etapa de fortalecimento acadêmico e científico, com planos de ampliar a pesquisa em áreas como inteligência artificial, sustentabilidade e sistemas aeroespaciais, além de aproximar ainda mais a faculdade das escolas públicas da região. Na avaliação da direção, o aniversário de 18 anos marca um momento de reconhecer a trajetória construída e reafirmar, segundo o diretor Leandro Xavier Cardoso, o compromisso da universidade com o Gama e o entorno.





