Os rins são órgãos pequenos, mas desempenham funções essenciais para o funcionamento do organismo. Responsáveis por filtrar o sangue e eliminar toxinas, eles também ajudam a regular o equilíbrio de líquidos, minerais e diversas substâncias importantes para o corpo. Quando deixam de funcionar adequadamente, diferentes sistemas do organismo podem ser afetados, comprometendo a saúde de forma significativa.
No Dia Mundial do Rim, especialistas chamam atenção para a importância da prevenção e do cuidado com a saúde renal. A campanha busca alertar a população sobre os riscos da doença renal crônica, que afeta milhões de pessoas no mundo e muitas vezes evolui de forma silenciosa.
Segundo a coordenadora da Nefrologia do Hospital Anchieta, Helen Siqueira, um dos principais desafios no combate às doenças renais é justamente o fato de que elas podem se desenvolver sem apresentar sintomas nas fases iniciais. Muitas vezes a doença evolui sem sintomas no início. Muitas pessoas só descobrem quando a função dos rins já está bastante comprometida. Por isso, exames simples de sangue e de urina são fundamentais para identificar alterações precocemente”, explica.
Doenças que evoluem de forma silenciosa
Além de filtrar o sangue e eliminar resíduos pela urina, os rins também participam de outras funções importantes do organismo, como o controle da pressão arterial, a produção de hormônios que estimulam a formação de glóbulos vermelhos e a regulação de substâncias que contribuem para a saúde dos ossos.
Quando esses órgãos deixam de funcionar adequadamente, o organismo pode apresentar uma série de alterações. Em estágios mais avançados da doença renal, semprepodem surgir sintomas como inchaço nas pernas ou no rosto, cansaço excessivo, alterações na urina, pressão arterial difícil de controlar, náuseas, perda de apetite e até falta de ar.
Principais fatores de risco para a doença renal
Entre os problemas renais mais comuns estão a doença renal crônica, alterações provocadas pelo diabetes e pela hipertensão, além de infecções urinárias de repetição e cálculos renais, conhecidos como pedras nos rins.
Para a nefrologista, diabetes e hipertensão estão entre as principais causas de comprometimento da função renal e exigem atenção especial. “No diabetes, o excesso de glicose no sangue danifica os pequenos vasos responsáveis pela filtração. Já a pressão arterial elevada também provoca lesões nesses vasos ao longo do tempo, reduzindo gradualmente a capacidade de funcionamento dos rins”, afirma.
Outros fatores também podem aumentar o risco de problemas renais, como obesidade, histórico familiar da doença, doenças cardiovasculares, envelhecimento e o uso frequente de medicamentos sem orientação médica, especialmente anti-inflamatórios.
Apesar dos riscos, algumas atitudes simples podem ajudar a preservar a saúde dos rins ao longo da vida. Alimentação equilibrada, redução do consumo de sal, ingestão adequada de água, prática regular de atividade física e evitar o tabagismo estão entre as principais medidas de prevenção.
A nefrologista ressalta que controlar a pressão arterial e a glicemia, além de realizar exames de rotina, é fundamental para prevenir doenças renais e identificar alterações precocemente, antes que o problema evolua.






