Por Jurana Lopes
Crises são inevitáveis, mas a forma como uma instituição se prepara e responde a elas define sua maturidade e credibilidade perante a sociedade. Com o intuito de levar aprendizado contínuo aos seus gestores, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) abordou o tema Gestão de Crises no 6º encontro da 4ª edição do Programa de Desenvolvimento de Liderança (PDL), realizado nesta quinta-feira (23).
A palestra foi conduzida pelo gerente de Operações Assistenciais do IgesDF, Giuseppe Gatto, médico especialista em Nefrologia e mestre em Doação de Órgãos pela Organización Nacional de Transplante, e pela professora e Luana Tachiki, palestrante da Verbalize e jornalista com mestrado em Psicologia Organizacional pela Must University.
Gatto fez uma abordagem histórica sobre Gestão de Crises e destacou como o tema evoluiu ao longo das décadas, destacando que antes da Segunda Guerra Mundial, a crise era interpretada como um evento inevitável ou uma tragédia do destino.
A partir dos anos 1980, a gestão de crise consolidou-se como área de estudo voltada à prevenção e resposta a desastres, impulsionada por casos como o de Chernobyl, por exemplo. Nos anos 2000, passou a representar legitimidade institucional, com foco em coordenação e comunicação diante da globalização e das redes digitais.
“A liderança é muito importante na crise, então você tem que estar preparado, tem que se antecipar ao que vai acontecer. E compartilhar experiências é um bom jeito de você treinar novas pessoas que nunca passaram por uma crise”, explica Giusepp.
O médico destacou sua atuação durante a pandemia de Covid-19, participando do Centro de Operações de Emergência (COE) da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e relata que seu maior aprendizado foi relacionado à informação.
“Sem informação a gente não consegue gerenciar. Acho que a coisa mais crítica de toda a pandemia, era receber informações adequadas e comunicar de forma adequada suas orientações. A ponta não pode ter dúvida, ela tem que confiar em você”, salienta.
Prevenção: o valor da antecipação
A gestão eficaz começa antes da crise. Mapear riscos, treinar equipes e revisar protocolos são ações que reduzem a surpresa e ampliam a capacidade de reação. No contexto hospitalar, o IgesDF adota comitês multiprofissionais, planos de contingência integrados e revisões periódicas de riscos clínico-assistenciais, alinhando prevenção às políticas de segurança do paciente e de qualidade assistencial.
O gerente de Contabilidade e Finanças do IgesDF, Farley de Oliveira, destaca que em sua área alguns problemas, se não gerenciados da forma correta e antecipadamente, podem se tornar uma crise bem maior e delicada, pois envolve vidas e a saúde de milhares de pessoas.
“A palestra de hoje vem ao encontro com o que trabalhamos diariamente, que é se antecipar de situações que podem gerar uma crise. A todo o momento, no meu setor, tentamos mitigar esses riscos que podem gerar situações ruins para a Instituição e impactar na nossa área fim, que é a assistência”, avalia.
A gerente da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Brazlândia, Célia Maria Gonçalves, relata que percebeu que já adota algumas medidas de Gestão de Crises em seu dia a dia.
“Já vamos criar um plano de contingência para atuar durante a dengue, tendo em vista que recebemos muitos pacientes e estamos localizados em uma região afastada”, conta.
Comunicação e clareza
Na manhã do PDL, o encontro teve continuidade com o tema Gestão de Crises, agora sob a condução da segunda palestrante, Luana Tachiki. Ela abordou a comunicação eficaz do líder, destacando que clareza, transparência, objetividade, direcionamento e investigação são essenciais mesmo diante de cenários difíceis, garantindo a confiança dos liderados.
“O líder é o principal mediador entre a crise e a equipe, além de ser o agente estabilizador da crise”, afirma.
A gerente da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Brazlândia, Célia Maria Gonçalves, está adorando cada encontro do PDL. No encontro desta semana, ela relata que percebeu que já adota algumas medidas de Gestão de Crises em seu dia a dia, como a antecipação de situações que podem gerar crises.
“Já vamos criar um plano de contingência para atuar durante a dengue, tendo em vista que recebemos muitos pacientes e estamos localizados em uma região afastada”, afirma Célia.






