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Por que pensar em Previdência Privada em dezembro

Levantamento recente da Federação Nacional de Previdência Privada (Fenaprevi) mostrou que os aportes em planos de previdência privada no Brasil somaram R$ 112 bilhões nos primeiros dez meses do ano, volume 15,2% superior ao mesmo período de 2020. Isso mostra o crescimento de reservas financeiras de longo prazo no país, com objetivo de resguardar a população em situações de dificuldade e diminuição de renda.

Dezembro é o mês em que pessoas que declaram o Imposto de Renda no modelo completo buscam planos de previdência complementar ou fazem aportes maiores devido à possibilidade do diferimento fiscal de até 12% da renda bruta para a base de cálculo do IR. É importante ter atenção à data limite para o aporte (31 de dezembro) e, no caso de quem ainda não tem plano, observar os prazos operacionais das empresas para não perder a oportunidade.

Se você ainda se questiona se vale a pena investir em um plano de previdência para obter benefício fiscal, a dica é: depende do tipo de plano e do modelo de declaração do IR. Há dois tipos: o PGBL e o VGBL. Quem adquire um PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) pode obter benefício fiscal do IR de duas formas. A primeira é a dedução de até 12% sobre a renda bruta tributável anual da base de cálculo do IR. Para exemplificar, se o beneficiário tem um ganho anual de R$ 200 mil e fizer um PGBL, poderá deduzir até R$ 24 mil da base de cálculo do IR. Assim, sua base para o cálculo de imposto passa a ser de R$ 176 mil.

Outra maneira de ter benefício fiscal é optar pela tabela regressiva do IR. Isso porque, nos primeiros dois anos, a parcela de IR é de 35%, mas vai para 10% caso a pessoa mantenha o plano por 10 anos.

Já o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) é indicado para quem faz a declaração de IR pelo modelo simplificado, é isento ou deseja aplicar mais de 12% da renda bruta tributável em previdência.

Em ambos os planos, há outra vantagem fiscal que é a ausência da antecipação do recolhimento do IR em investimentos financeiros, montante que pode ser utilizado para reinvestir no próprio plano de previdência.

É bom destacar que os aportes extras são importantes para alavancar a reserva ao longo dos anos Em um planejamento financeiro de 10 anos, com taxa de juros real simulada de 3% ao ano, aproximadamente 86% do patrimônio conquistado depois dessa década será composto pelo dinheiro que saiu do bolso do investidor, e apenas 14% seria a fatia da rentabilidade. Se o período de acumulação aumentar para 35 anos, com a mesma taxa de juros real, o patrimônio ao final será composto de 57% de valores que saíram do bolso e 43% de rendimentos.  Ou seja: o tempo permitiu ao dinheiro trabalhar para o investidor.

Assim, as contribuições extras, como parte do 13º salário, podem levar o patrimônio de quem contratou um plano de previdência a crescer ainda mais.