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Outubro rosa: aumenta a incidência de câncer de mama em pacientes com menos de 35 anos

Levantamento realizado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) revelou que o
Brasil deve ter 66.280 casos novos da doença no ano de 2022, o que equivale a
uma taxa de incidência de 43,74 casos por cem mil mulheres. Só este ano, 730
novos casos devem ser diagnosticados no Distrito Federal – o que faz dele o
tumor mais incidente entre as mulheres depois do câncer de pele-não
melanoma.
Apesar da maior probabilidade da doença atingir mais mulheres acima dos 50
anos, um dado da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) chama a atenção: o
aumento da incidência de câncer de mama entre mulheres mais jovens (antes
dos 35 anos). De acordo com a SBM, nos últimos dois anos, a ocorrência da
doença em mulheres com menos de 35 anos representou 5% do número total
de casos. Historicamente, o câncer de mama era identificado em apenas 2% em
mulheres abaixo dos 35 anos.
De acordo com o mastologista da Oncoclínicas Brasília, Rodrigo Pepe, o câncer
de mama é causado pela multiplicação desordenada de células anormais da
mama, que forma um tumor com potencial de invadir outros órgãos. O médico
explica que não há apenas uma causa, mas que a idade é um dos fatores de
risco. “Em cada cinco mulheres, quatro desenvolvem o câncer de mama após
completar 50 anos. A hereditariedade é outro fator de risco importante”,
explica o médico.
Um dos principais mecanismos de controle e identificação da doença ainda é a
mamografia que, de acordo com a SBM, deve ser feita anualmente por todas as
mulheres a partir dos 40 anos. Todavia, é justamente na adesão a este exame
de imagem que está um dos entraves para vencer a doença.
“O diagnóstico precoce é fundamental para as chances de recuperação das
pacientes. Mulheres com histórico de câncer na família, ou seja, cujas mães,
avós ou irmãs tiveram câncer de mama, devem iniciar o rastreio por
mamografia mais cedo”, afirma o médico da Oncoclínicas Brasília.
O mastologista explica que o câncer de mama pode ser percebido em fases
iniciais, como um nódulo (na mama, axila ou no pescoço), pele avermelhada,

alterações no mamilo ou saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos.
“Sempre orientamos nossas pacientes para que façam o autoexame, além da
mamografia anualmente. Qualquer tipo de alteração na mama precisa ser
levada em consideração”, orienta.
Mudanças simples nos hábitos de vida
De acordo com a oncologista da Oncoclínicas Brasília, Gabrielle  Scattolin, a
obesidade, sedentarismo e tabagismo e alcoolismo estão entre os fatores que
podem contribuir para o surgimento da doença. “A obesidade contribui para o
aumento do risco de câncer de mama por vários mecanismos. O excesso de
tecido gorduroso presente nas pessoas obesas acumula hormônios femininos,
principalmente o estrogênio, que em excesso é fator de risco para o
desenvolvimento da maioria dos tumores mamários. Além do impacto em
desenvolver tumores na mama e no seu prognóstico, pesquisas recentes
sugerem que a obesidade pode ter impacto negativo também no tratamento já
que um alto índice e massa corporal no momento do diagnóstico pode reduzir a
eficácia de algumas quimioterapias com características lipofílicas, já que a
gordura presente no organismo pode absorver parte da quimioterapia antes
que ela atinja o tumor”, explica a médica.
A oncologista salienta ainda que uma alimentação rica em frutas, verduras,
grãos integrais, uma menor ingestão de gorduras e açúcar, também é uma
medida importante na prevenção. “Bons hábitos de vida como não fumar, não
beber, praticar regularmente atividades físicas, dieta saudável, bom manejo do
estresse e sono de qualidade são pilares para uma vida saudável e devem ser
incentivados”, finaliza a oncologista da Oncoclínicas Brasília.