Arte Integração
Idealizado pelo artista plástico Paulo Mac Dowell, o projeto “Arte Integração” promoverá a formação do olhar artístico de crianças por meio de oficinas “Processo Criativo – Desenho livre inspirado na Fauna e na Flora do Cerrado”. Das quais, de alguns desenhos selecionados, serão produzidos painéis de azulejos a serem instalados em bancos no Parque Nacional de Brasília.
De iniciativa do Instituto Alvorada Brasil e que conta com patrocínio da Claro via Lei de Incentivo à Cultura do DF, o projeto realizará, entre os dias 3 de março e 6 de abril, 10 oficinas em escolas públicas de regiões administrativas do entorno do parque, atendendo a 400 alunos com idades entre 6 e 12 anos.
O projeto parte de uma realidade social marcada pelo distanciamento da população de baixa renda em relação às diversas formas de expressão artística, muitas vezes devido à falta de acesso a equipamentos culturais. Essa limitação não apenas restringe oportunidades criativas, mas também pode comprometer o desenvolvimento de uma visão crítica e a capacidade de superação socioeconômica. Com isso, o “Arte Integração” surge como uma resposta a essa lacuna, posicionando a arte como ferramenta de inclusão, educação e transformação social.
Inspirando-se em um tradição artística de Brasília, o projeto cria um elo simbólico entre o centro e a periferia por meio da linguagem do azulejo. A arte de Athos Bulcão, ícone do patrimônio cultural da capital, é familiar ao olhar dos brasilienses, mas historicamente concentrada no Plano Piloto tombado. Ao levar essa mesma forma de expressão para escolas públicas do entorno do Parque Nacional, o projeto democratiza esse legado, permitindo que crianças não apenas contemplem, mas também se tornem produtoras de uma arte que dialoga com a identidade visual de sua cidade.
Com o tema “Cerrado: fauna e flora”, as atividades serão ministradas pelo artista Paulo Mac Dowell e pela arte-educadora Carolina Melo, ao longo de seis semanas. Os objetivos vão além do ensino técnico: busca-se despertar a criatividade, estimular a produção artística autônoma, ampliar o repertório cultural e qualificar a linguagem artística dos participantes. O projeto visa ainda democratizar o acesso à cultura, integrando arte ao meio ambiente urbano e natural, e promover a interatividade da população com manifestações artísticas no seu cotidiano.
Para além da sala de aula
De alguns dos desenhos criados pelos alunos, sob a curadoria de Ligia Medeiros, artista plástica especializada em arte de azulejos, serão produzidos painéis de azulejos que ornamentarão bancos de concreto, projetados por Mac Dowell, a serem doados e instalados no Parque Nacional. Dessa forma, a arte criada por crianças ganha espaço de visibilidade pública, enriquecendo a paisagem, criando pontos de contemplação e promovendo a integração entre criação artística, meio ambiente e uso social do espaço. Essa intervenção também fortalece o senso de pertencimento dos jovens ao território onde vivem, sensibilizando a comunidade para a importância da preservação ambiental.
Desdobramentos múltiplos e duradouros
A criação de um acervo permanente no parque serve como legado cultural e estímulo ao turismo. O projeto fomenta a produção artística local, promove a autoestima dos participantes e contribui para o embelezamento e a humanização dos espaços públicos. Ao usar a arte como mediadora de conhecimentos, a iniciativa também dialoga com a identidade cultural de Brasília, cidade Patrimônio Cultural da Humanidade, reforçando a diversidade e a criatividade como pilares do desenvolvimento comunitário.
Calendário das oficinas: “Processo Criativo e Criação de Painéis de Azulejos”
Dia 3/3/2026, às 13h30: Centro de Ensino Fundamental 02 Planaltina
Dia 9/3/2026, às 8h: Escola Classe Colônia Agrícola Vicente Pires
Dia 10/3/2026, às 13h30: Escola Classe 01 Da Vila Estrutural
Dia 16/3/2026, às 8h: Centro de Ensino Fundamental Incra 07
Dia 17/3/2026, às 8h: Escola Parque 303/304 Norte
Dia 20/3/2026, às 13h30: Centro de Ensino Fundamental 1 Lago Norte – Celan
Dia 23/3/2026, às 8h: Centro de Ensino Fundamental 02 Guará
Dia 24/3/2026, às 8h: Centro de Ensino Fundamental Queima Lençol
Dia 30/3/2026, às 8h: Escola Classe Granja Torto
Dia: 6/4/2026, às 8h: Escola Classe Basevi
Acessibilidade
O projeto incorpora ainda ações de acessibilidade, como placas com descrição em Braille e QR Codes que dão acesso à audiodescrição das obras, assegurando que todos os visitantes, incluindo pessoas com mobilidade reduzida, idosos e famílias, possam usufruir plenamente da experiência.
Para Paulo Mac Dowell, diretor artístico do projeto, “a arte é uma ferramenta poderosa de transformação social e ambiental. Ao trabalhar com o azulejo, resgatamos uma linguagem artística fundamental em Brasília, mas a levamos para onde ela ainda não chegou: à periferia, ao cotidiano das crianças, ao entorno do parque. Queremos formar não apenas pequenos artistas, mas cidadãos mais críticos, conscientes de seu papel na sociedade e na preservação do meio ambiente. Este projeto semeia cultura, pertencimento e futuro”. A iniciativa é realizada pelo Instituto Alvorada Brasil e pela Phi Soluções Criativas, com apoios da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do DF, da Secretaria de Educação do DF e do Parque Nacional de Brasília.






