Com a chegada do inverno, aumentam também os casos de doenças respiratórias. Dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostram que o Brasil já registrou mais de 82 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) neste período. Embora sintomas como febre, tosse, coriza e congestão nasal sejam comuns, eles podem estar associados a diferentes condições, como gripe, covid-19, sinusite ou alergias respiratórias.
Segundo a médica infectologista Luciana Campos, do Sabin Diagnóstico e Saúde, é importante estar atento ao conjunto de sintomas. “O principal desafio é que essas doenças apresentam sinais e sintomas que muitas vezes se sobrepõem. Por isso, é preciso observar o tempo de evolução dos sintomas e, quando necessário, recorrer aos exames laboratoriais”, afirma.
Em casos de falta de ar, dificuldade para realizar atividades habituais, febre persistente ou piora progressiva do quadro, a médica reforça a importância de procurar avaliação médica. Crianças, idosos, gestantes, imunossuprimidos e pessoas com doenças crônicas devem ter atenção redobrada, pois apresentam maior risco de complicações.
Diferenças
Embora os sintomas possam se confundir, algumas características ajudam a levantar hipóteses. Na gripe, é comum o início repentino de febre alta, dores musculares intensas, dor de cabeça e prostração. Já a covid-19 pode se manifestar de formas variadas, com tosse, febre e mal-estar, podendo ou não haver perda de olfato e paladar.
A sinusite costuma provocar congestão nasal persistente, secreção espessa e dor ou pressão na face, principalmente quando os sintomas se prolongam por mais de dez dias. Nas alergias respiratórias, por outro lado, predominam espirros, coriza clara, coceira no nariz e congestão nasal, geralmente sem febre.
Diagnóstico
Os exames laboratoriais ajudam a direcionar a investigação. Testes moleculares, como o RT-PCR, permitem detectar vírus como influenza e SARS-CoV-2, enquanto os painéis respiratórios identificam diferentes vírus e bactérias em uma única amostra.
Em alguns casos, exames como hemograma, dosagem de proteína C reativa (PCR) e IgE total e específica também podem complementar a avaliação médica. “O diagnóstico correto ajuda a direcionar a conduta e evitar, por exemplo, o uso desnecessário de antibióticos em infecções virais”, explica a especialista.
“Além disso, medidas preventivas, como a vacinação anual contra a gripe, a manutenção do esquema vacinal completo para a Covid-19, a higiene frequente das mãos e o cuidado em ambientes fechados para evitar a transmissão de doenças respiratórias”, completa Luciana Campos.
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