O calor extremo que atinge o Distrito Federal já vem refletindo no consumo de energia dos brasilienses nos últimos dois meses. Dados consolidados de setembro já apontam crescimento médio de 14% no consumo faturado de eletricidade, impulsionado principalmente pelo uso mais frequente e prolongado de aparelhos de climatização, como ar-condicionado, ventiladores e geladeiras.
O avanço ocorre em meio a marcas históricas nos termômetros. Na última segunda-feira (28), por exemplo, o DF registrou 35,5°C na estação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a maior temperatura para setembro já registrada no local. Em agosto os termômetros chegaram a 35,2°C, maior temperatura já registrada para o mês na capital.
O cenário também pressiona a demanda por eletricidade, além do DF. Dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) mostram que a carga média de consumo do Centro-Oeste e do Sudeste passou de 40.911 MW, em julho, para 43.853 MW em setembro, alta de 8,3%. Em Minas Gerais, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) estima que o consumo residencial no estado possa crescer até 40%, dependendo da intensidade do uso do ar-condicionado.
Impacto na fatura e mudança tarifária – Diferentemente do chuveiro elétrico, que costuma ser utilizado por períodos mais curtos, aparelhos de climatização podem permanecer ligados durante várias horas e em intensidades que consomem mais energia, contribuindo para elevar o consumo mensal da conta.
“Com os termômetros elevados, os aparelhos tendem a consumir mais energia para manter a refrigeração adequada, por mais tempo e com maior frequência, o que pode refletir diretamente no valor da fatura. Por isso, adotar medidas simples, como regular adequadamente a temperatura e evitar desperdícios, é fundamental para manter o consumo sob controle”, orienta Gustavo Santos, superintendente Comercial da Neoenergia Brasília.
A partir de outubro, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adotará a bandeira verde, que não acrescenta cobrança adicional à tarifa. A mudança ocorre diante de condições mais favoráveis para a geração de energia no país. A medida representa um alívio para os consumidores, mas não garante, por si só, uma conta menor: o valor final continua diretamente relacionado ao hábito de consumo.
Dicas práticas para reduzir o consumo – Para amenizar o impacto das altas temperaturas no orçamento sem abrir mão do conforto, a Neoenergia Brasília recomenda:
* Ar-condicionado: mantenha a temperatura entre 23°C e 25°C, utilize o desligamento automático e mantenha portas e janelas fechadas durante o funcionamento. Limpe os filtros regularmente.
* Chuveiro: nos dias quentes, utilize a posição “verão”, que pode reduzir o consumo em até 30%, e diminua o tempo de banho.
* Geladeira: mantenha o equipamento longe de fontes de calor, evite guardar alimentos quentes e verifique regularmente as condições da borracha de vedação, além das funções automáticas que regulam a temperatura.
* Iluminação: aproveite a luz natural, dê preferência às lâmpadas LED e apague as luzes de ambientes desocupados.
* Compra de aparelhos: antes de adquirir um equipamento, compare o consumo dos modelos e dê preferência aos que possuem o Selo Procel de eficiência energética.
Dados ONS: levantamento feito com base no relatório: Carga de Energia Diária – Carga_Energia-2026 – ONS DADOS ABERTOS
Pílula de segurança – Para desligar aparelhos eletrônicos utilize, apenas, a tecla ou botão de liga/desliga (on/off).
Sobre a Neoenergia Brasília – É uma empresa do grupo Neoenergia e responsável pela distribuição da energia elétrica das 33 Regiões Administrativas que compõem o Distrito Federal, com mais de 1,1 milhão de clientes e atendendo a 3,3 milhões de pessoas. A sua área de concessão é de 5.780 quilômetros quadrados e abrange toda a capital federal.




