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Novembro Azul: terapias-alvo ampliam opções de tratamento personalizado para o câncer de próstata

Medicina de precisão e análise molecular ajudam a identificar pacientes que podem se beneficiar de terapias-alvo e orientam a escolha do tratamento

Identificar as características moleculares de um tumor pode abrir caminho para um tratamento mais personalizado do câncer de próstata, especialmente nos casos avançados ou com metástases. Entre as opções mais inovadoras para pacientes elegíveis estão as terapias-alvo, que utilizam medicamentos desenvolvidos para bloquear moléculas ou proteínas específicas que estejam envolvidas no crescimento de um tumor. Ao levar em conta essas particularidades, a escolha do tratamento tende a ser mais assertiva. 

Segundo o oncologista Rodrigo Fogace, do Einstein em Goiânia, a investigação ajuda a identificar pacientes que podem se beneficiar das terapias-alvo. “Tumores de próstata podem apresentar características moleculares distintas e, por isso, responder de maneira diferente aos tratamentos. A investigação dessas alterações permite avaliar se há um alvo para o qual existe um medicamento específico. A proposta é atuar sobre mecanismos envolvidos no crescimento do tumor, mas a identificação de uma alteração, por si só, não define o tratamento: é preciso considerar também as condições de cada paciente”, explica. 

No câncer de próstata metastático, a Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) recomenda a investigação tanto de alterações genéticas herdadas quanto daquelas presentes nas células do tumor. A avaliação, portanto, não se restringe a pacientes com histórico familiar da doença. Os resultados podem ajudar a identificar candidatos a tratamentos direcionados, como os inibidores de PARP, em situações específicas da doença metastática. A identificação de alterações hereditárias também pode orientar o aconselhamento genético e a avaliação de familiares. 

No Einstein em Goiânia, os pacientes têm acesso à avaliação oncológica especializada e às terapias-alvo quando há indicação médica e alterações moleculares compatíveis com o tratamento. Ao atuar sobre mecanismos específicos das células cancerígenas, as terapias-alvo possibilitam também um menor comprometimento das células saudáveis, em comparação com a quimioterapia e a radioterapia. 

Fogace relata casos de pacientes com doença metastática que alcançaram remissão completa e não apresentaram retorno do tumor. O oncologista ressalta, porém, que ainda é cedo para falar em cura em situações de doença avançada. “Estamos diante de uma evolução importante no tratamento oncológico. Quanto mais conhecemos as características moleculares de cada tumor, maiores são as possibilidades de oferecer um tratamento direcionado, com respostas mais efetivas e perspectivas que, até pouco tempo, eram difíceis de imaginar”, destaca o médico. 

Sobre o Einstein em Goiânia 

Inaugurado em 2021, o Einstein em Goiânia é o primeiro hospital privado da rede fora de São Paulo. Com 18 mil metros quadrados, a unidade dispõe de 35 leitos operacionais, cinco salas cirúrgicas, UTI e serviços de transplante de medula óssea, rins e fígado. O pronto atendimento funciona 24 horas e inclui ortopedia e pediatria. A unidade oferece atendimento pediátrico completo, de procedimentos simples a casos de alta complexidade. Foi também pioneira na implantação da primeira plataforma de cirurgia robótica de Goiás, com mais de 2 mil procedimentos realizados até o primeiro trimestre de 2026. O hospital abriga ainda um centro de ensino, com mais de 15 cursos de pós-graduação em saúde e gestão hospitalar, além de formações de curta duração, e um centro de inovação dedicado ao desenvolvimento de tecnologias para aprimorar o setor de saúde na região.