Estudantes do curso de Marketing Digital com Inteligência de Dados do Centro Universitário UNICEPLAC estão participando do NASA Space Apps Challenge. O evento é o maior hackathon do mundo, que desafia equipes a utilizar dados abertos da agência espacial norte-americana para criar soluções inovadoras voltadas aos desafios enfrentados tanto na terra quanto no espaço.
“É uma competição global de tecnologia em que a NASA lança desafios reais e os times de estudantes se unem para propor soluções criativas e aplicáveis”, explica o professor Romes Heriberto de Araújo, doutor e docente do curso de Engenharia de Software do UNICEPLAC.
Durante o desafio, realizado simultaneamente em mais de 100 países, as equipes têm acesso direto aos dados da NASA e de suas agências parceiras para resolver desafios elaborados por especialistas da instituição, abordando temas como storytelling, desenvolvimento de software, astrofísica, exploração espacial, agricultura, entre outros.
A próxima fase será realizada nos dias 4 e 5 de outubro em Goiânia. Participam os estudantes Moisés Martins, Danielle Vitória Moraes, Tattiane Santos e Maykon Douglas Silva. Juntos eles representam o Distrito Federal na competição.
Para esta edição, o grupo desenvolveu o protótipo funcional do PequiVerse Habitability Explorer, um aplicativo que transforma dados de missões espaciais em um mapa interativo da galáxia, destacando exoplanetas com potencial para abrigar vida e levando a experiência da exploração espacial para a palma da mão. “O PequiVerse funciona como um telescópio digital interativo, permitindo que qualquer pessoa explore a galáxia em busca de mundos que possam se tornar a ‘Casa 2.0’ da humanidade”, destaca Moisés.
A iniciativa traz uma série de benefícios para os estudantes, que podem explorar os dados da NASA de forma prática e interativa. “É uma forma de conhecer a ciência de dados na prática. O nosso site mostra como a inteligência artificial e a visualização de dados podem ser aplicadas a problemas reais da astronomia. Também aproxima os estudantes da pesquisa espacial, pois qualquer pessoa pode entender melhor o que são exoplanetas e como eles são descobertos. Esse contato com a ferramenta pode despertar o interesse pela ciência, tecnologia e até abrir caminhos para futuros projetos de pesquisa”, explica Tattiane.
Os benefícios também se estendem à comunidade científica. “O PequiVerse transforma grandes bases de dados da NASA em um mapa interativo, facilitando a exploração e a filtragem. O uso de machine learning ajuda a priorizar quais candidatos têm mais chances de serem exoplanetas reais, reduzindo o tempo nas análises iniciais. Além disso, torna mais fácil comunicar resultados ao público leigo e aos estudantes, aproximando ciência e sociedade. A ferramenta pode, inclusive, ser utilizada como material de apoio em aulas e palestras para ilustrar pesquisas astronômicas”, complementa Maykon Douglas.
De acordo com os estudantes, o projeto foi escolhido por abordar temas diretamente relacionados ao curso, como aprendizado de máquina (machine learning) e análise de grandes volumes de dados. “A proposta é utilizar dados públicos disponibilizados pela NASA, tratá-los e analisá-los com as ferramentas que já estudamos no curso até agora”, conclui Moisés.
O que são exoplanetas e como eles são descobertos
Exoplanetas são planetas que orbitam estrelas fora do nosso Sistema Solar. Eles são identificados, em sua maioria, por meio de métodos indiretos, já que sua observação direta é extremamente difícil devido ao forte brilho das estrelas que orbitam.
Entre as técnicas mais utilizadas estão o método de trânsito, que detecta a diminuição do brilho da estrela quando um exoplaneta passa à sua frente, e o método de velocidade radial (ou efeito Doppler), que mede a oscilação da estrela causada pela atração gravitacional do planeta. A proposta dos estudantes do UNICEPLAC é justamente contribuir com esse processo de descoberta e estudo, tornando a exploração e a análise desses mundos distantes mais acessíveis e interativas.





