Por Pollyana Cabral
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) iniciou um novo ciclo de debates e reflexões sobre o futuro da instituição. Sob o tema Estratégia em Movimento, o evento reuniu gestores e superintendentes para revisar as metas do triênio 2024–2027, redefinindo o rumo das ações que impactam diretamente o atendimento à população do Distrito Federal.
O pontapé inicial ocorreu no Senac da 913 Sul, abrindo uma série de cinco encontros dedicados à revisão das perspectivas estratégicas do Instituto: Sociedade, Processos Internos, Desenvolvimento Humano, Infraestrutura e Tecnologia e Financeiro. O objetivo é claro, alinhar a gestão, otimizar resultados e consolidar a cultura de planejamento como ferramenta de transformação institucional.
Na abertura, que ocorreu na última terça-feira (4), o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, fez uma analogia entre o planejamento estratégico e uma bússola. “O planejamento estratégico é a bússola do IgesDF. O mapa pode te levar a qualquer lugar, mas por caminhos diferentes. Com a bússola, você pode escolher o melhor caminho, porque ela aponta sempre na direção correta. E é isso que o planejamento faz, nos guia para o futuro que queremos construir”, afirma.
A metáfora sintetiza a visão de longo prazo e o compromisso do Instituto com a transparência, a inovação e o cuidado com as pessoas, valores que se consolidam como base da gestão.
Para o presidente, mais do que um instrumento de gestão, o planejamento é uma filosofia que une propósito, direção e engajamento coletivo. “Todo o time do Iges precisa compreender o planejamento estratégico e enxergar o papel que desempenha dentro dele. O maqueiro precisa saber que faz parte de algo maior e que é importante. É essa consciência que transforma planos em resultados reais”, destaca.
Parceria pela saúde pública
O evento contou com a presença do secretário de Saúde do Distrito Federal, Juracy Cavalcante Lacerda Jr., que reforçou a importância da sintonia entre a SES e o IgesDF na construção de políticas públicas sustentáveis e eficazes.
“O planejamento é fundamental para o futuro da saúde no Distrito Federal. É importante suar no planejamento para não sangrar na execução”, destaca o secretário.
Para Juracy, a integração entre o órgão gestor e o Instituto é essencial para garantir que as ações planejadas se traduzam em resultados concretos para a população. “O IgesDF é um parceiro estratégico da Secretaria de Saúde e desempenha um papel central na rede pública. Trabalhar de forma conjunta é pensar em eficiência, qualidade e valor social”.
Segundo o superintendente de Melhoria Contínua de Processos, Clayton Sousa, como o IgesDF está inserido no ecossistema da saúde do DF, a integração é o que dá sentido à gestão. “O Instituto é o braço operacional da Secretaria. Não faz sentido destoar da nossa contratante. Trabalhar junto é criar boas práticas que se traduzam em valor real para a sociedade”, completa.
Cinco pilares, um mesmo propósito
Seguindo o modelo Balanced Scorecard (BSC), metodologia internacional de gestão que traduz a visão institucional em objetivos estratégicos mensuráveis, o planejamento do IgesDF transforma diretrizes em resultados concretos.
A proposta de revisar o planejamento nasceu da necessidade de atualizar metas e objetivos diante dos novos desafios da saúde pública. A revisão será feita em cinco encontros, cada um dedicado a um dos pilares que sustentam o futuro do Instituto.
O pilar Sociedade reforça o compromisso com a transparência, o compliance e as ações de sustentabilidade e governança (ESG). O pilar Processos Internos busca otimizar fluxos de trabalho e aprimorar a eficiência assistencial. Já o pilar Desenvolvimento Humano tem como foco valorizar e capacitar os colaboradores, fortalecendo o sentimento de pertencimento e propósito.
O pilar Infraestrutura e Tecnologia aposta na modernização dos sistemas e na inovação como ferramentas de transformação. Por fim, o pilar Financeiro assegura o uso eficiente dos recursos públicos e a sustentabilidade das operações.
“Cada fórum é uma imersão nos desafios e oportunidades de uma área específica. Isso garante análises mais objetivas e metas mais realistas”, explica Clayton.
Planejar é cuidar de pessoas
A superintendente da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), Alessandra Moreira, destacou o papel do planejamento como instrumento de alinhamento e motivação. “É uma grande oportunidade para que possamos entender efetivamente nossas metas e traçar nossos objetivos de forma colaborativa. Agora podemos estar alinhados para juntar forças e ir atrás do nosso propósito”, reforça.
Segundo Cleber Monteiro, as metas traçadas não são abstrações, elas se refletem em atendimentos mais humanizados, processos mais eficientes e uma gestão mais responsável.
“Nosso propósito é garantir que cada decisão, cada iniciativa, se traduza em valor para o cidadão. O planejamento é o instrumento que nos permite enxergar o caminho e corrigir a rota sempre que necessário”, complementa o presidente.
Uma estratégia viva e inspiradora
O Estratégia em Movimento simboliza mais do que uma revisão de metas, é o início de uma nova cultura organizacional. A proposta é transformar o planejamento em um processo vivo, participativo e contínuo, capaz de envolver todos os níveis da instituição.
“Reunir gestores que dominam seus processos e pensam de forma integrada é o segredo para criar metas exequíveis, aderentes à realidade e capazes de transformar a rotina de trabalho. Isso é o que chamamos de estratégia viva”, conclui Clayton Sousa.





