Encontro no Hospital de Santa Maria destacou que decisões rápidas e estratégia bem aplicada podem salvar em momentos de crise
Liderar não é tarefa simples e quando uma crise chega, cada segundo conta. Foi pensando nisso que o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) promoveu, nesta quarta-feira (30), um encontro com gestores do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e do Hospital Cidade do Sol (HSol), para discutir liderança, planejamento e resposta em situações críticas.
A atividade fez parte do 9° encontro do Programa de Desenvolvimento de Lideranças (PDL), iniciativa que busca preparar líderes para transformar planos em resultados reais dentro da rede pública de saúde.
Na abertura, o coordenador de Planejamento Estratégico do IgesDF, Luiz Fillipe, chamou atenção para um dado alarmante: um terço dos planos de gestão falha por falta de execução. Para ele, falhas de comunicação, metas sem propósito claro e líderes pouco atuantes estão entre os principais problemas.
“A liderança precisa fazer um diagnóstico correto, entender o cenário e, principalmente, engajar o time em um objetivo comum. A estratégia é a bússola: se a gente se perde dela, fica sem rumo”, afirma.
Gestão de crises: decisões rápidas podem ajudar a evitar o caos
Durante o evento, o gerente-geral do HRSM, Anderson Rodrigues, compartilhou experiências de quem vive situações de crise na rotina hospitalar, desde emergências médicas até episódios de ansiedade em equipes, desastres naturais ou dificuldades financeiras.
Rodrigues apresentou os seis estágios de uma boa gestão de crise, mas destacou que a etapa mais difícil é sempre a resposta imediata. “Decisões precisam ser tomadas rapidamente, com informações incompletas, sob forte pressão e diante de equipes emocionalmente abaladas. É nesse momento que a boa gestão se diferencia do improviso”, disse.
O enfermeiro navegador da linha cirúrgica do HRSM, Luiz Fernando Ferreira, participou do encontro e avaliou positivamente os temas abordados. “As duas palestras são de suma importância para o colaborador, porque é nesse momento que a gente tem uma visão diferenciada, com especialistas no assunto. A partir disso, conseguimos aplicar metas reais no nosso dia a dia, ajustadas à realidade do hospital”, avalia.
Por Talita Motta



