O Capital Moto Week entra em 2026 para ocupar um espaço que vai além do entretenimento. O maior festival de motos e rock da América Latina estrutura uma agenda própria de impacto social, governança e sustentabilidade, com foco em dados, inclusão e desenvolvimento territorial. A estratégia inclui indicadores de mensuração, protocolos de acolhimento, inclusão e acessibilidade. A Cidade da Moto, instalada no Parque Granja do Torto, em Brasília, terá 400 mil m² preparados para receber mais de 800 mil pessoas, 300 mil motos e 1,8 mil motoclubes de diferentes regiões e países entre os dias 23 de julho e 1º de agosto, em Brasília.
“Estamos entrando em uma nova fase do festival. Além de realizar as iniciativas que estamos desenvolvendo há anos, agora também é hora de qualificar, medir e estruturar esse impacto em cadeia”, afirma Juliana Jacinto, CEO do Capital Moto Week. “No fim, não é só sobre velocidade, é sobre o que a gente constrói em movimento”. Uma das novidades é o CMW na Granja, eixo que vai mapear vulnerabilidades no entorno do festival para criar projetos de impacto social que sejam estruturantes e efetivos, com impacto real na Granja do Torto.
A mesma lógica aparece na Vila do Bem, que, por três dias, transforma a arena principal de shows do CMW em espaço de serviços gratuitos de saúde, bem-estar, cidadania, capacitação profissional e atividades culturais. Neste ano, a programação da Vila está sendo elaborada com participação ativa de moradores e coletivos do DF. “Deixamos de ser um provedor de serviços para construir junto com as comunidades. Isso muda a lógica dos resultados positivos que podemos alcançar”, explica Patrícia Mazoni, coordenadora ESG do CMW. Segundo ela, possibilitar o acesso ao palco e a divulgação dos artistas locais é uma forma de reconhecer, empoderar e fortalecer manifestações culturais da cidade, muitas vezes invisibilizadas.
Protocolo de acolhimento ampliado
Por meio do CMW por Todos, dedicado à acessibilidade e inclusão, pela primeira vez, toda a equipe responsável será formada por pessoas com deficiência, incluindo a coordenação. A proposta é garantir um olhar mais qualificado e representativo sobre as necessidades do público em total sintonia com o lema da acessibilidade “nada sobre nós sem nós” “A acessibilidade precisa ser pensada por quem vive essa realidade. Quando a equipe é formada por pessoas com deficiência, a nossa entrega ganha ainda mais legitimidade, confiabilidade, segurança e qualidade”, afirma Patrícia.
Destaque também para a presença do Instituto Ninar, voltado ao acolhimento de pessoas neurodivergentes. “Queremos que todas as pessoas se sintam seguras no festival. Que uma mãe atípica possa ir tranquila, sabendo que existe um espaço preparado para acolher uma criança ou adulto. Isso é muito importante para nós”, reforça a coordenadora.
A estrutura de acolhimento também foi ampliada. O CMW por Elas, criado inicialmente em parceria com a Secretaria de Justiça para enfrentamento à violência de gênero, evoluiu para um protocolo mais abrangente de acolhimento e cuidado. “Ampliamos o protocolo e criamos uma estrutura preparada para acolher qualquer pessoa em situação de vulnerabilidade”, explica a CEO, Juliana Jacinto. Todo o time é capacitado para acolher situações envolvendo neurodivergência, violência de gênero, raça, orientação sexual ou necessidade de cuidado. Assim, o CMW Por Elas representa todas as pessoas.
Lixo zero com rastreabilidade e economia circular
Na agenda ambiental, o programa Rumo ao Lixo Zero permanece como um dos pilares do festival. Pelo quinto ano consecutivo, o CMW busca manter a certificação Lixo Zero, agora com evolução do modelo operacional e maior foco em rastreabilidade de resíduos e gestão por cooperativas. Na edição anterior, 91,35% das 43 toneladas de resíduos geradas foram desviadas de aterros sanitários por meio de ações de economia circular, incluindo materiais compostáveis, copos retornáveis e triagem integrada.
Além das ações práticas, o festival passa a incorporar mecanismos formais de governança ESG. Em 2026, o Capital Moto Week ingressou no Pacto Global da ONU, iniciativa internacional voluntária voltada à sustentabilidade corporativa e direitos humanos. “Esse é um movimento de amadurecimento do Capital Moto Week. Sustentabilidade deixa de ser apenas uma frente de projetos e passa a integrar decisões estratégicas do negócio”, diz Juliana. Ela conta, com orgulho, que o trabalho recorrente do CMW contribui para a qualificação e a mudança de comportamento de diversos fornecedores locais que atendem também outros festivais.
O backstage do impacto
A profissionalização também avança nos bastidores do festival. Em 2026, a Academia de Produção Inteligente ganha formato digital e oferece conteúdos modulares de capacitação para as equipes envolvidas na operação do festival. “Não fazemos apenas entretenimento, embora isso já seja muito. Existe um propósito que começa na base. Uma estrutura desse tamanho só funciona graças a pessoas extremamente comprometidas”, acrescenta a CEO.
O festival também ampliou o CMW por Nós, programa voltado ao bem-estar dos colaboradores, com suporte psicológico, massoterapia, alimentação adequada, espaços de descanso e ações de acolhimento ao longo de sua operação, da montagem até a desmontagem do festival. “Se as pessoas se sentem pertencentes, acolhidas e em um ambiente saudável, entregam muito mais para o festival e para o público”, finaliza Juliana Jacinto.
Ingressos CMW 2026| www.bilheteriadigital.com/capitalmotoweek
Motociclistas sem garupa e pilotando não pagam | Motos com garupa entram grátis de segunda a sexta-feira até as 18h e, aos sábados e domingos, até às 15h | Crianças de até 12 anos não pagam, desde que acompanhadas de seu responsável | Menores de 16 anos somente acompanhados de um responsável legal | Ingresso solidário, que garante desconto especial no valor da inteira, é concedido para quem levar agasalho ou 1kg de alimento não perecível | PCD tem acesso grátis e, se necessitar de acompanhante, este tem direito à meia-entrada | Pessoas com 60 anos ou mais têm direito à meia-entrada | Obrigatória apresentação de documento de comprovação válido de meia-entrada no momento do acesso.
Sobre o Capital Moto Week 2026
De 23 de julho a 1 de agosto, Brasília será palco do maior festival de motos e rock da América Latina. O CMW, que atrai 800 mil pessoas, 350 mil motos e mais de 1,8 mil motoclubes de todo o Brasil e do mundo, proporciona uma experiência inesquecível, reunindo rock, adrenalina e cultura motociclista em um complexo de mais de 400 mil m². Além das centenas de shows, a programação inclui tirolesa, bungee jump, roda-gigante e cinco palcos temáticos. Os headliners desta edição serão: Nazareth (23.07), Masters of Voices e Velvet Chains (24.07), Di Ferrero e Lvcas (25.07), Eagle-Eye Cherry (26.07), Supla, Matanza Ritual e Raimundos (30.07), Marcelo Falcão e Tihuana (31.07) Barão Vermelho Encontro Formação Original (01.08). O CMW é certificado como Lixo Zero e zera as emissões de carbono a cada ano, integrando iniciativas de inclusão, diversidade e sustentabilidade à cadeia produtiva do entretenimento.
Capital Moto Week 2026
Data: 23 de julho a 01 de agosto de 2026
Local: Parque Granja do Torto | Brasília | DF
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