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Baixa umidade exige atenção durante a prática de exercícios físicos

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta amarelo para baixa umidade na região central do Brasil, incluindo o Distrito Federal. Até domingo (26/7), os índices de umidade relativa do ar podem variar entre 20% e 30%, cenário que exige cuidados extras para quem pratica atividades físicas ao ar livre.

De acordo com o nutricionista Rafael Olher, professor doutor do curso de Educação Física do Centro Universitário UNICEPLAC, a principal recomendação é adaptar a rotina de exercícios às condições climáticas. “Durante a estiagem, o ideal é reduzir a intensidade dos treinos e evitar os horários mais quentes do dia, principalmente entre 10h e 16h. Em alguns dias, a partir das 9h a temperatura já pode oferecer maior risco para a prática de exercícios ao ar livre”, orienta.

Segundo o professor, o tempo seco aumenta a perda de líquidos, favorecendo a desidratação e dificultando o controle da temperatura corporal. Como consequência, o praticante pode apresentar queda no rendimento, cansaço precoce, dor de cabeça, tontura, câimbras e maior esforço cardiovascular, principalmente em atividades como caminhada, corrida e ciclismo.

“O suor evapora rapidamente no clima seco, e muitas vezes a pessoa não percebe o quanto está perdendo água. Isso reduz a tolerância ao exercício e aumenta o risco de exaustão pelo calor”, explica.

Hidratação e alimentação fazem diferença

Para minimizar os impactos da baixa umidade, o professor Rafael recomenda iniciar o treino já hidratado, manter a ingestão de água ao longo do dia e continuar a reposição de líquidos durante atividades mais longas. “Em exercícios prolongados, especialmente corrida e ciclismo, é indicado ingerir cerca de 150 a 200 ml de água a cada 15 ou 20 minutos. Em treinos mais intensos, bebidas isotônicas também podem ajudar na reposição de eletrólitos”.

Após a atividade física, a orientação é priorizar alimentos que auxiliem na recuperação, como frutas, água de coco, iogurte, leite e refeições equilibradas com carboidratos e proteínas. Antes do treino, devem ser evitadas refeições muito pesadas, gordurosas ou ricas em fibras, que podem aumentar o desconforto durante o exercício. Além da hidratação, o especialista recomenda utilizar roupas leves e claras, preferir locais arborizados, usar boné, óculos escuros e protetor solar.

Atenção aos sinais de alerta

O professor alerta que qualquer sinal de mal-estar deve ser levado a sério. “Tontura, fraqueza intensa, náusea, visão turva, falta de ar fora do habitual, câimbras, dor de cabeça forte, sangramento nasal e sensação de desmaio indicam que o exercício deve ser interrompido imediatamente. Em casos mais graves, é importante procurar atendimento médico”. Pessoas com asma, rinite, bronquite, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), além de crianças e idosos, merecem atenção especial, pois o ar seco irrita as vias respiratórias e aumenta o risco de crises respiratórias e desidratação.

“Nos dias mais secos e quentes, a prioridade deve ser preservar a saúde. Adaptar o treino às condições climáticas é fundamental para praticar atividade física com segurança”, conclui o professor do UNICEPLAC.