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Do aço que ajudou a construir Brasília ao aço que virou arte no coração da capital 

O aço faz parte da história de Brasília. Utilizado em estruturas, edificações e diferentes elementos que ajudaram a transformar o projeto modernista da capital em realidade, o material também começa a ganhar novas leituras na cidade. Um exemplo está diante do SESI Lab, onde a obra “A Queda de Atlas”, do artista Anderson Schneider, transforma toneladas de aço em uma instalação que combina arte, arquitetura e engenharia.

Com quase sete toneladas, a obra é formada por aço corten, concreto e cabos de aço galvanizado. Sua estrutura utiliza o princípio da tensegridade, equilibrando forças de compressão e tração para criar a impressão de que uma estrutura extremamente pesada está suspensa no ar. O resultado é uma obra que desafia a percepção do público e mostra uma possibilidade pouco associada ao material: o aço como linguagem artística.

É nesse ponto que a história da Pinheiro Ferragens se encontra com a obra. Fundada em 1960, a empresa nasceu ligada ao comércio de aço para a construção civil e tem uma trajetória associada ao desenvolvimento de Brasília. Décadas depois, a empresa volta a se relacionar com o aço em outro contexto: não mais apenas como matéria-prima para construir estruturas, mas como elemento de uma obra de arte instalada em um espaço público da capital.

A Pinheiro Ferragens é patrocinadora do projeto e forneceu o material utilizado na produção da escultura. Para Janine Brito, presidente do LIDE Mulher Brasília e CEO da Pinheiro Ferragens e do Grupo Pinheiro de Brito, a participação no projeto representa uma nova maneira de olhar para um material que faz parte da trajetória da empresa. “A história da Pinheiro está muito ligada ao aço e à construção de Brasília. Por isso, ver esse mesmo material ocupando a cidade de uma maneira completamente diferente é muito significativo para nós. O aço pode construir uma estrutura, mas também pode construir uma experiência, provocar uma reflexão e fazer parte da produção artística”, afirma a CEO da Pinheiro Ferragens. 

A relação entre a empresa e a obra também evidencia a versatilidade do aço. Tradicionalmente associado a canteiros de obras, estruturas metálicas e grandes construções, o material utilizado na escultura ganha uma função estética e simbólica. Na instalação de Schneider, o peso do aço é justamente colocado em tensão com a aparência de leveza criada pela estrutura.

O próprio conceito de “A Queda de Atlas” parte dessa contradição. Inspirada na figura mitológica de Atlas, condenado a sustentar os céus, a obra propõe uma reflexão contemporânea sobre sobrecarga, pressão por desempenho e excesso de responsabilidades. A engenharia é parte essencial da experiência, já que a estrutura utiliza o equilíbrio entre compressão e tração para produzir o efeito visual de suspensão. “Quando pensamos em aço, normalmente pensamos em resistência, força e construção. A obra mostra que essas características também podem ser utilizadas para criar beleza e provocar perguntas. É uma forma de enxergar um material que faz parte do nosso cotidiano por outra perspectiva”, afirma Janine.

A instalação foi inaugurada em agosto, durante a programação da Noite do SESI Lab, e passou a integrar a área externa do museu. Por estar em um espaço de circulação pública, a obra amplia o contato da população com a produção artística e cria uma nova experiência urbana no Setor Cultural Sul.

Para Janine, a iniciativa também estabelece uma espécie de continuidade simbólica. A empresa que participou da história material da construção da capital agora contribui para uma nova camada da paisagem brasiliense, desta vez por meio da cultura. “Brasília continua se transformando, e é interessante perceber que o aço pode acompanhar essas transformações de diferentes maneiras. No passado, ele estava nos materiais que ajudaram a erguer a cidade. Hoje, pode estar em uma obra que convida as pessoas a parar, olhar e pensar. Para nós, essa conexão entre indústria, cidade e cultura é muito especial”, conclui.

SERVIÇO: 

Obra: “A Queda de Atlas”, de Anderson Schneider
Local: área externa do SESI Lab, Setor Cultural Sul, Brasília
Visitação: aberta ao público

Sobre a Pinheiro Ferragens – Fundada em 1960, a empresa nasceu com o objetivo de comercializar aço para a construção civil. De base familiar e pioneira na capital, foi responsável por oferecer grande parte dos materiais para a construção de Brasília. Atualmente, a empresa trabalha com um mix de mais de dois mil produtos comercializados e industrializados. Localizada no Setor de Indústrias de Brasília e Taguatinga, a loja possui moderna estrutura e serviços diferenciados. 

Assista os vídeos institucionais da Pinheiro Ferragens: 

SERVIÇO:

Pinheiro SIA

Telefone: (61) 3012-8181

SIA Trecho 2/3 em frente ao SEBRAE

Pinheiro Taguatinga

Telefone: (61) 3354-8181

QI 11 Lotes 2/26 Taguatinga/DF

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