O Instituto Gabriel Gastal (IGG) lançou o IGGLab, projeto que vai oferecer cursos e capacitações em tecnologia para preparar jovens para os desafios do mercado de trabalho. A primeira edição acontece em parceria com o Instituto Federal de Brasília (IFB), Campus São Sebastião, e vai beneficiar mais de 30 estudantes do Ensino Médio integrado ao curso técnico em Desenvolvimento de Sistemas Educacionais.
Durante as atividades, os participantes terão contato com programação, computação em nuvem, inteligência artificial e outras ferramentas digitais. Além dos conhecimentos técnicos, a proposta é estimular a criatividade, o trabalho em equipe e o desenvolvimento de soluções para desafios reais.
Para a presidente do Instituto Gabriel Gastal, Paloma Gastal, o IGGLab representa mais um passo na missão de conectar educação, inovação e empregabilidade. “Acreditamos que a tecnologia pode transformar vidas e abrir caminhos para o futuro. Nosso compromisso é democratizar o acesso a esse conhecimento, permitindo que os jovens desenvolvam suas habilidades e descubram que também podem ser protagonistas no mundo da inovação”, destaca.
Tecnologia como oportunidade de transformação
Para o diretor-geral do IFB Campus São Sebastião, Robson Caldas de Oliveira, a parceria ajuda a reduzir desigualdades e aproxima os estudantes de empresas do setor. “Por sermos uma escola localizada em uma região periférica de Brasília, muitas vezes nossos alunos não têm acesso às mesmas oportunidades que estudantes de regiões de maior poder aquisitivo. Essa parceria permite unir a formação oferecida pelo IFB à aproximação com importantes empresas do setor. Esperamos que nossos alunos se inspirem a continuar os estudos, empreender e estabelecer conexões com futuros empregadores”, afirma. Robson também acredita que a experiência poderá incentivar outros jovens da comunidade de São Sebastião a buscar uma carreira na área.
A diretora de Ensino, Pesquisa e Extensão do IFB, Juliana Estanislau de Ataíde Mantovani, ressalta a importância de apresentar diferentes possibilidades profissionais ainda durante o Ensino Médio. “É muito importante que eles consigam, ainda durante a formação, conhecer os espaços em que poderão atuar e compreender como será sua inserção no mundo do trabalho. Eles sairão daqui como técnicos em Desenvolvimento de Sistemas Educacionais, mas muitos já demonstram interesse em continuar os estudos e construir uma carreira na área”, explica.
Aprender, criar e compartilhar conhecimento
O IGGLab também contará com a participação dos próprios estudantes como monitores. Um deles é Samuel Souza Santos, aluno do IFB, que vai compartilhar seus conhecimentos com os colegas. “Os alunos vão aprender sobre prototipagem no Figma e experiência do usuário”, conta.
O lançamento teve ainda uma palestra inaugural de Pedro Palmeira, coordenador de inovação da Liberty Group, que conversou com os participantes sobre as transformações do setor e as possibilidades de atuação profissional. Entre os presentes estava Gabriel, de 16 anos, que já começou a construir sua trajetória profissional com o apoio do Instituto Gabriel Gastal. Após participar de cursos oferecidos pela organização, o jovem conquistou, em apenas quatro meses, uma vaga como jovem aprendiz na Liberty Group. Sua história é um exemplo de como a qualificação pode abrir portas para quem está começando a carreira.
Mercado de tecnologia em expansão
O IGGLab chega em um momento de crescimento da demanda por profissionais de tecnologia no Brasil. Segundo o relatório Perspectivas do Mercado de Trabalho do Macrossetor TIC, da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom), o setor projeta a criação de 33 mil novos empregos formais até dezembro de 2026. O estudo também aponta que, entre 2023 e 2025, o mercado brasileiro registrou um acréscimo de mais de 111,1 mil profissionais na área.
“Queremos que cada jovem que passe pelo IGGLab enxergue novas possibilidades para o seu futuro. Mais do que ensinar tecnologia, nosso objetivo é despertar talentos, incentivar sonhos e mostrar que o conhecimento pode abrir portas e transformar realidades”, conclui Paloma Gastal.




