Brasília encerra setembro sob um período de calor intenso e umidade em níveis críticos. Na segunda-feira, 29 de setembro, a estação automática do Instituto Nacional de Meteorologia registrou 33,2°C e apenas 15% de umidade relativa do ar na capital federal. A condição favorece o ressecamento da pele e das mucosas e pode ampliar desconfortos nos olhos, na boca e no nariz, além de exigir cuidados adicionais de pessoas com doenças respiratórias.
Dentro de casas, escritórios, escolas e estabelecimentos comerciais, parte desses cuidados passa também pela forma como o ambiente é climatizado. Patrick Galletti, engenheiro mecatrônico e CEO do Grupo RETEC, empresa especializada em climatização, ventilação, refrigeração e qualidade do ar, explica que reduzir a temperatura não deve ser a única preocupação durante períodos de tempo seco.
“O ar condicionado ajuda a manter o conforto térmico, principalmente nos dias mais quentes, mas o funcionamento do ambiente precisa ser analisado como um conjunto. Renovação do ar, filtragem, limpeza dos equipamentos e acompanhamento das condições internas fazem diferença quando a umidade externa está muito baixa”, afirma Galletti.
A atenção se torna ainda mais importante porque o ressecamento das mucosas reduz o conforto das vias respiratórias. Orientações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal apontam que períodos de baixa umidade podem provocar irritação nasal, sangramentos, ressecamento da garganta e piora de sintomas em pessoas com asma, bronquite, rinite, sinusite e doença pulmonar obstrutiva crônica.
Climatização precisa trabalhar junto com a qualidade do ar
Segundo Galletti, um erro recorrente é imaginar que manter um ambiente refrigerado significa, necessariamente, oferecer boas condições internas. Sistemas sem manutenção adequada ou espaços fechados com pouca renovação podem acumular poeira, partículas e outros contaminantes.
“Não se trata de deixar de usar o ar condicionado durante a seca. Em muitos locais, ele é fundamental para manter temperaturas adequadas. O cuidado está em garantir que o equipamento esteja limpo, corretamente dimensionado e associado à renovação do ar”, ressalta o engenheiro.
A manutenção preventiva ganha peso nesse período. Filtros sujos, serpentinas com resíduos e equipamentos operando sem inspeção periódica podem comprometer a circulação do ar e reduzir a eficiência do sistema. Em projetos de maior porte, sensores também permitem acompanhar parâmetros como temperatura, umidade, concentração de dióxido de carbono e presença de partículas, ajudando a identificar quando o ambiente precisa de maior ventilação ou ajustes na operação.
Em locais com grande circulação de pessoas, a renovação do ar também evita que a climatização funcione apenas recirculando o mesmo volume de ar continuamente. Para o executivo, a lógica deve combinar conforto térmico e qualidade ambiental.
“O equipamento precisa fazer parte de uma estratégia maior. Temperatura, ventilação, filtragem, manutenção e umidade são variáveis que precisam ser observadas juntas, especialmente durante meses muito secos como os registrados no Distrito Federal”, aponta Galletti.
Cuidados vão além do equipamento
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal também recomenda aumentar a ingestão de líquidos, utilizar soro fisiológico nas narinas, hidratar a pele e evitar atividades físicas ao ar livre nos horários mais quentes e secos. Dentro dos imóveis, recipientes com água, toalhas úmidas ou umidificadores podem auxiliar no conforto, desde que os aparelhos sejam higienizados regularmente para evitar a proliferação de fungos e bactérias.
Com a persistência da baixa umidade em Brasília, Galletti afirma que o período reforça uma mudança importante na maneira de avaliar ambientes climatizados.
“Durante muito tempo, a principal pergunta era se o espaço estava frio ou quente. Hoje, principalmente em períodos extremos de seca, é necessário observar também que tipo de ar está circulando naquele ambiente e em quais condições”, conclui.
Sobre Patrick Galletti
Patrick Galletti é Engenheiro Mecatrônico, pós-graduando em Engenharia de Climatização, pós-graduando em Qualidade do Ar e especialista no “Impacto das mudanças climáticas na saúde das pessoas”, pela Universidade de Harvard. Possui experiência em engenharia de orçamento, gerenciamento de riscos de construções, obras e operações offshore em uma das maiores empresas do Brasil, além de onze anos de atuação no mercado de climatização. Atualmente, é CEO do Grupo RETEC, uma empresa pioneira e referência com mais de 44 anos de atuação no mercado de AVAC-R (aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração).
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Sobre o Grupo RETEC
O Grupo RETEC é referência, há mais de 44 anos, no setor de climatização e refrigeração no Distrito Federal e Goiás, oferecendo soluções integradas para instalação de ar-condicionado, ventilação, isolamento térmico e renovação de ar. Com uma equipe altamente qualificada e parcerias com fabricantes líderes, a empresa garante acesso às tecnologias mais avançadas e inovadoras do mercado. Oferecendo suporte técnico especializado e produtos com pronta-entrega, o Grupo RETEC está comprometido com a excelência, inovação e satisfação de seus clientes em projetos de diferentes portes.
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