A escritora, poeta e artista plástica Esther Faingold lança em Brasília o seu primeiro romance. “Apneia”, publicado pela Cosac, ganha noite de autógrafos nesta quarta-feira, 4 de novembro, às 19h, na Livraria Platô, na 405 Sul. O lançamento conta com uma conversa entre a autora e Regina Dalcastagnè, pesquisadora e professora de literatura brasileira da Universidade de Brasília (UnB), seguida de sessão de autógrafos.
Nascida em Brasília e vivendo entre São Paulo e Nova York, Esther entrelaça literatura, memória, geografia e relações familiares em uma narrativa sobre maternidade, sofrimento psíquico e enfrentamento de diferentes formas de opressão. Em sua segunda tiragem desde o lançamento, em maio, Apneia marca sua estreia no romance.
O encontro também representa um reencontro com suas origens: a autora viveu na capital até os seis anos. “O lançamento de Apneia em Brasília representa mais do que a chegada da minha escrita à cidade: é também meu retorno ao lugar onde nasci”, afirma Esther.
Em sua segunda tiragem desde o lançamento, em maio, Apneia, romance de estreia da escritora e artista plástica Esther Faingold, chega a Brasília, cidade onde nasceu, para um encontro que amplia as questões presentes no livro. A presença da autora na cidade, onde viveu até os seis anos de idade, propõe uma conversa de alta voltagem sobre literatura, geografia e memória — territórios que se entrelaçam tanto no romance quanto na trajetória de Esther.
“O lançamento de Apneia em Brasília representa mais do que a chegada da minha escrita à cidade: é também meu retorno ao lugar onde nasci. O que esse retorno tem a me dizer? Ainda não sei. Quiçá algum sentido se revele ali”, revela Esther Faingold.
O LIVRO
“Nunca procurei adoração, e sim a rota de fuga de qualquer forma de opressão.”
Em apneia, romance de estreia de Esther Faingold, a narradora tem o mesmo nome da autora. Não é jogo de espelhos, mas a própria matéria do livro, que, como uma fratura exposta, se confunde com a vida.
Esther escreve sob a ameaça do apagamento neurológico — não em forma de memórias apaziguadas, mas como um arquivo em combustão. Ela é uma mãe em Manhattan, às vésperas de um eletrochoque: não colapsa de súbito, mas depois de uma vida inteira afrontando a ordem familiar, religiosa, social e profissional.
O peso de cada ruptura se acumula em silêncio até que ela decide escrever uma carta testamento para a filha adolescente. O que começa como um registro se converte em desmonte da vida, da linhagem, da língua. A autora trabalha com o que sobra da violência: o não dito, o que a linhagem se recusou a nomear.
Ecoando Simone Weil, para quem nada possuímos além do poder de dizer “eu” e de destruí-lo, Apneia conversa com A redoma de vidro, de Sylvia Plath, mas vai adiante ao rastrear o colapso na linhagem — na tia avó, na mãe tomada como latrina pela família e, por fim, na própria carne.
O livro recusa a linearidade e avança e recua como maré, entre um sul do Brasil opressivo — onde a narradora é criada por avós herméticos e por uma tia avó congelada em um único gesto — e a adolescência em Israel, enquanto, no presente em Nova York, ela rasga o próprio percurso e o remonta em estilhaços:
Na quarta capa da edição, a escritora Veronica Stigger define a obra — “este cru e intenso romance” — e evoca Hilda Hilst para ilustrar o mergulho da narradora em sua própria história: “tu não te moves de ti”.
SOBRE A AUTORA
Escritora, poeta e artista plástica, Esther Faingold vive entre São Paulo e Nova York. É autora de Ethers (Cosac Naify, 2011) e da exposição Qualquer coisa animal (Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin/ usp, 2024), onde leu trechos de Apneia em debate com Eliane Robert Moraes, Veronica Stigger, Natalia Timerman e João Paulo Cuenca. Apneia é seu primeiro romance.
APNEIA
AUTORA Esther Faingold
QUARTA CAPA Veronica Stigger
ÁREA Literatura
PROJETO GRÁFICO Flávia Castanheira
FORMATO 13,5 x 20 cm
PÁGINAS 144
PREÇO R$ 81,00
ISBN 978-65-5590-047-7
EDITORA Cosac





