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Ideb 2025: DF não atinge metas da educação pública e fica abaixo da média nacional

O Distrito Federal não alcançou as metas estabelecidas para a educação pública no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (5/8) pelo Ministério da Educação (MEC) e revelam que, enquanto o Brasil atingiu a meta nacional e registrou o melhor desempenho desde a criação do indicador, o DF apresentou resultados abaixo do esperado.

O Ideb é o principal indicador da qualidade da educação básica no país. O índice combina o desempenho dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática, medido pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), com as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar. A nota varia de zero a dez.

Nos resultados da rede pública, o Distrito Federal não atingiu a meta em nenhuma das etapas avaliadas e ficou abaixo da média nacional em todas elas.

Nos anos iniciais do ensino fundamental, a meta para a rede pública distrital era de 6,5, mas o índice alcançado foi de 6,0. A média nacional foi de 6,1.Nos anos finais do ensino fundamental, o DF registrou nota 4,7, enquanto a média brasileira foi de 5,0. Já no ensino médio, considerando as redes pública e privada, o Distrito Federal obteve índice de 4,1, abaixo da média nacional, que ficou em 4,5.

Entre as 27 unidades da Federação, apenas cinco estados apresentaram desempenho inferior ao do Distrito Federal no ensino médio: Amazonas, Amapá, Bahia, Maranhão e Roraima.

 “O Ideb relaciona dois aspectos fundamentais da educação: a aprendizagem dos estudantes, medida pelo Saeb, e o fluxo escolar, que considera aprovação, reprovação, abandono e evasão. Não adianta aprovar alunos sem garantir que eles aprendam. Se o desempenho do Saeb continuar baixo, o índice também permanecerá baixo. Ou seja, não é possível melhorar o Ideb apenas com políticas de aprovação ou correção de fluxo“, explica Carlinhos Costa, especialista em educação pública e sócio-fundador da Os Pedagógicos.

Segundo o professor, o Distrito Federal já conseguiu alcançar metas em edições anteriores, mas perdeu capacidade de evolução nos últimos anos. “Para voltar a evoluir, é preciso que as escolas estejam mais alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que haja acompanhamento efetivo do planejamento dos professores e das ações pedagógicas desenvolvidas em cada unidade escolar”.

Carlinhos Costa afirma que a melhoria dos indicadores depende de uma gestão educacional baseada em evidências e no acompanhamento permanente da aprendizagem dos estudantes e formação docente. “É fundamental investir na formação continuada de professores, gestores e coordenadores pedagógicos, que são os profissionais responsáveis por acompanhar o trabalho docente dentro das escolas. Além disso, o Distrito Federal precisa utilizar melhor os dados educacionais para orientar políticas públicas. Quando toda a rede trabalha com objetivos claros e foco na aprendizagem, os resultados aparecem. Talvez o DF ainda não consiga evoluir justamente por não fazer uma gestão integrada de todas essas informações”, conclui.