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Pickleball ganha espaço em Brasília e conquista novos praticantes

Uma nova modalidade começa a ganhar espaço entre os praticantes de esportes de raquete em Brasília. O pickleball, que reúne características do tênis, do beach tennis e do tênis de mesa, vem despertando a curiosidade de quem busca uma atividade física diferente e, ao mesmo tempo, acessível para iniciantes.

A modalidade é disputada em uma quadra menor que a de tênis, com uma raquete específica e uma bola plástica perfurada. O objetivo é fazer a bola passar por cima da rede e quicar dentro da área válida da quadra, dificultando a devolução do adversário. As partidas podem ser individuais ou em duplas e possuem regras próprias para a região próxima à rede, conhecida como kitchen.

Na Companhia Athletica Brasília, o esporte passou a integrar a programação da academia e já registra procura entre os alunos. Segundo Felipe Feijó, gestor técnico da unidade, a combinação entre simplicidade e estratégia é um dos fatores que ajudam a explicar o interesse pela modalidade. “O pickleball é um esporte de raquete que mistura algumas características do tênis, do beach tennis e do tênis de mesa. Ele é jogado em uma quadra menor, com uma raquete mais curta e uma bola plástica perfurada”, explica.

Além das dimensões reduzidas, a dinâmica do jogo também diferencia o pickleball de outras modalidades de raquete. A menor distância entre os jogadores faz com que reflexo, coordenação e tomada de decisão tenham papel importante durante as partidas.

“Como os espaços são menores, não é preciso ficar correndo grandes distâncias o tempo todo. Ao mesmo tempo, o jogo exige bastante atenção, reflexo, coordenação e estratégia”, afirma Feijó. Segundo ele, a força não é necessariamente o principal recurso para vencer uma jogada. “Muitas vezes, uma jogada não é ganha pela força, mas pela escolha certa de onde colocar a bola”, comenta.

Modalidade para diferentes perfis

Para praticar pickleball, são necessários basicamente a raquete específica e a bola plástica perfurada. A quadra também possui dimensões e marcações próprias, além de uma rede mais baixa do que a utilizada no tênis. Na unidade da Companhia Athletica, as aulas são realizadas atualmente às terças e quintas-feiras, às 8h. A procura pelo esporte, de acordo com o gestor técnico, já motivou a academia a estudar a abertura de novos horários.

A chegada da modalidade faz parte da estratégia da academia de ampliar as opções oferecidas aos alunos. “A Companhia Athletica sempre procura trazer novidades e oferecer experiências diferentes para os alunos. O pickleball começou a chamar nossa atenção pelo crescimento que vem tendo e, principalmente, pela possibilidade de oferecer um esporte que reúne atividade física e diversão”, conta Feijó.

O interesse inicial também surpreendeu a equipe. Muitas pessoas já conheciam o nome do esporte, mas ainda não haviam tido a oportunidade de experimentá-lo. “O mais interessante é ver pessoas que talvez nunca tivessem pensado em praticar um esporte de raquete se divertindo logo nos primeiros contatos. A procura acabou sendo maior do que esperávamos”, relata.

Embora tenha uma dinâmica considerada acessível para iniciantes, o pickleball exige movimentação constante. Durante uma partida, os jogadores precisam mudar de direção, acelerar, desacelerar e reagir rapidamente aos movimentos da bola. Para Feijó, essa combinação permite trabalhar diferentes capacidades físicas e cognitivas. “Trabalhamos condicionamento físico, agilidade, coordenação motora, equilíbrio, velocidade de reação e também aspectos de concentração e tomada de decisão”.

O gestor destaca ainda um aspecto que pode contribuir para a adesão à atividade: a sensação de diversão durante o exercício. “A pessoa muitas vezes nem percebe que está fazendo exercício, porque está envolvida com o jogo”, diz Feijó.

Outro diferencial apontado por ele é a possibilidade de receber praticantes de diferentes idades e níveis de condicionamento. Não é necessário ter experiência anterior com tênis, beach tennis ou outras modalidades de raquete para começar. “Quem nunca jogou começa pelos fundamentos e vai evoluindo aos poucos. É claro que cada pessoa precisa respeitar seus próprios limites e condições físicas, mas não é um esporte voltado apenas para quem já é atleta”, afirma.