O 36º Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica (CBCD) entrou para a história da especialidade ao registrar recorde de público, consolidando-se como a maior edição já realizada do encontro e posicionando Goiânia no centro das discussões mais avançadas da dermatologia mundial. Realizado no Centro de Convenções de Goiânia, o congresso reuniu cerca de 3.300 congressistas, além de mais de 250 palestrantes nacionais e 30 convidados internacionais, em uma programação científica intensa, plural e marcada por inovação.
Sob a presidência do cirurgião dermatológico Alessandro Alarcão, o congresso promoveu uma verdadeira imersão no presente e no futuro da especialidade, percorrendo desde os pilares clássicos da cirurgia dermatológica até os campos mais inovadores da medicina contemporânea. Ao longo de quatro dias, especialistas debateram temas como câncer da pele, cirurgia micrográfica, tricologia, alopecias, lasers, radiofrequência, ultrassom microfocado, bioestimuladores, rejuvenescimento íntimo, terapias regenerativas, eletroporação, nanobiotecnologia, peptídeos, longevidade dermatológica e procedimentos minimamente invasivos.
O grande eixo desta edição foi a Inteligência Artificial aplicada à dermatologia, tema central do congresso e assunto presente em simpósios, fóruns clínicos e debates internacionais. A programação evidenciou como algoritmos, análise de imagem, medicina de precisão, diagnóstico assistido por IA e plataformas tecnológicas já começam a transformar a prática clínica, ampliando precisão diagnóstica, personalização terapêutica e segurança nos procedimentos.
A força científica do encontro reflete um movimento que já vinha sendo acompanhado de perto por Alessandro Alarcão no cenário internacional. Recentemente, o presidente do congresso esteve presente no encontro anual da American Academy of Dermatology, realizado em Denver, um dos mais importantes eventos científicos da dermatologia mundial. Participante assíduo há mais de duas décadas, ele destacou que a especialidade vive um momento de profunda transformação tecnológica.
“Observamos uma evolução muito consistente na cirurgia dermatológica, especialmente em técnicas como a blefaroplastia, além de avanços importantes nos lasers fracionados e no desenvolvimento de novas plataformas tecnológicas que devem impactar diretamente a prática clínica nos próximos anos”, afirma.
Outro tema que ganhou protagonismo no congresso foi a tricologia, área voltada ao estudo dos cabelos e do couro cabeludo, que vem se consolidando como uma das frentes mais promissoras da especialidade. O aprofundamento científico sobre alopecias, terapias capilares e medicina regenerativa mostrou como o tratamento dos distúrbios capilares avança rapidamente em direção a abordagens mais precisas e individualizadas.
“Hoje conseguimos atuar de forma muito mais precisa e personalizada. A tricologia moderna permite não apenas tratar a queda de cabelo, mas realmente mudar a qualidade de vida e a autoestima dos pacientes de forma consistente”, destaca Alessandro.
Com demonstrações ao vivo, painéis de alta complexidade, fóruns técnicos e discussões inéditas com referências mundiais, o 36º CBCD não apenas bateu recordes elevou o patamar científico da dermatologia brasileira.
Goiânia recebeu o maior CBCD da história. E a dermatologia viveu, aqui, um novo capítulo.






