Um espaço até então marcado pelo descarte irregular de lixo, problemas de esgoto, circulação desordenada de veículos e situações de insegurança, em uma das regiões mais valorizadas e verticalizadas de Goiânia, começa a ganhar uma nova história. Nos dias 12 e 13 de setembro, será inaugurada a Viela 36, no Setor Marista, projeto que transforma uma área degradada em um novo endereço de arte, cultura, natureza, gastronomia, serviços e convivência.
Idealizada e viabilizada pela médica e empresária Larissa Oliveira, a Viela 36 é fruto de uma iniciativa privada, mas nasce com vocação pública: criar um espaço aberto, vivo e integrado à dinâmica da cidade, capaz de estimular encontros, a circulação de pessoas, a educação e novas experiências urbanas. O projeto integra uma Parceria Público-Privada (PPP), por meio do Programa Adote Uma Praça, da Prefeitura de Goiânia.
Com área total de 1.500 m² e investimento superior a R$ 2 milhões, o projeto reúne arquitetura, paisagismo, intervenções artísticas, percurso educativo e operações comerciais. A proposta é transformar um espaço antes utilizado essencialmente como passagem em um ambiente de permanência, contemplação e convivência, contribuindo também para movimentar a economia da região e gerar novas oportunidades de trabalho e renda.
A origem da iniciativa está ligada à própria trajetória profissional de Larissa e à concepção de um projeto dedicado à dermatologia, saúde e qualidade de vida que começava a nascer naquele endereço. Ao observar o entorno, porém, a médica percebeu que falar sobre cuidado e bem-estar exigia um olhar que ultrapassasse os limites físicos de uma clínica.
A inquietação que deu origem à Viela 36, no entanto, ultrapassava a transformação física daquele espaço. Ao observar, dentro da própria casa, uma geração cada vez mais conectada às telas e, ao mesmo tempo, mais distante das experiências presenciais, Larissa passou a questionar que tipo de estímulos estavam sendo oferecidos às crianças e aos adolescentes e qual poderia ser sua contribuição para esse processo.
“Eu comecei pensando no entorno da clínica, porque não fazia sentido falar de saúde e bem-estar tendo ao lado um espaço completamente desconectado dessa proposta. Mas percebi que a questão era muito maior. Dentro da minha própria casa, vendo meus filhos cada vez mais conectados à internet, comecei a pensar sobre toda uma geração. A Viela nasce também desse questionamento: como podemos criar experiências que estimulem as pessoas a pensar, sentir, se relacionar, aprender e participar mais ativamente do mundo à sua volta?”, afirma Larissa Oliveira.
Foi a partir dessa percepção que a transformação urbana ganhou uma dimensão educacional. A Viela 36 foi concebida não apenas para modificar a paisagem de uma rua, mas também para utilizar arte, convivência, conhecimento e experiências presenciais como instrumentos de estímulo ao desenvolvimento humano, especialmente entre crianças e adolescentes.
“A Viela 36 nasceu de uma inquietação. Estávamos concebendo um espaço voltado ao cuidado das pessoas e à qualidade de vida, enquanto, ao lado, havia uma realidade completamente oposta, com lixo, esgoto, carros e insegurança. Foi impossível não olhar para aquilo. Entendi que cuidar também significava olhar para fora e pensar no ambiente que compartilhamos com a cidade”, afirma Larissa.
A partir daí, a intervenção ganhou uma dimensão maior. O que poderia se limitar à recuperação física do entorno evoluiu para um projeto urbano que pretende provocar reflexões sobre identidade, pertencimento, escolhas, talentos e responsabilidade coletiva.
“Não queríamos simplesmente transformar uma passagem em um lugar bonito. Queríamos criar uma experiência. Um espaço que pudesse despertar curiosidade, proporcionar encontros e fazer as pessoas pensarem sobre sua própria trajetória e sobre aquilo que cada uma pode oferecer de melhor à sociedade”, explica a idealizadora.
Um novo olhar para a cidade
O projeto arquitetônico da Viela 36 é assinado por Bruno Veras, do escritório Costa Veras Arquitetura. O desenho urbano e paisagístico é de Gui Mesquita, do escritório Gui Mesquita Arquitetura e Paisagismo. As duas frentes convergem em um princípio cada vez mais presente no urbanismo contemporâneo: devolver protagonismo às pessoas e transformar áreas subutilizadas em espaços de convivência e permanência.
A intervenção reorganiza a circulação a partir da escala humana, incorporando jardins, iluminação, bancos, áreas de permanência, vegetação e espaços destinados à arte e às atividades comerciais.
No desenho urbano e paisagístico, uma das referências adotadas foi o conceito holandês de woonerf, ou “rua viva”, modelo no qual pedestres, ciclistas e veículos compartilham o espaço, mas com prioridade para as pessoas e estratégias que induzem à redução da velocidade dos automóveis.
“A proposta é fazer com que a via deixe de ter uma função exclusivamente de passagem e passe a funcionar também como lugar de permanência e convivência. O desenho urbano ajuda a reduzir naturalmente a velocidade dos veículos, elimina barreiras e incorpora vegetação, mobiliário e áreas de estar ao percurso”, explica Gui Mesquita.
Para alcançar esse resultado, o projeto substitui o asfalto por piso intertravado e utiliza estreitamentos estratégicos, canteiros e mobiliário urbano no próprio alinhamento da via. As peças intertravadas foram desenvolvidas em parceria com a Tetracon, considerando modulação de cores, acessibilidade, estética e resistência ao tráfego de veículos. Os bancos autorais que integram o projeto também foram executados pela empresa.
Referências de Delft e Amsterdã, na Holanda, além de experiências urbanas de Tóquio, Londres e Pontevedra, contribuíram para a concepção da Viela 36. Em Goiânia, esses princípios foram adaptados às características locais e às necessidades de uma região de uso misto, marcada pela presença de residências, comércio, gastronomia e serviços.
A vegetação acompanha todo o percurso e também cumpre uma função ambiental. Associada ao piso drenante, ao aumento da permeabilidade e às áreas de sombra, contribui para melhorar o microclima e reduzir os efeitos das ilhas de calor.
Bruno Veras destaca que a transformação da Viela 36 trará benefícios urbanísticos, sociais, ambientais e econômicos para toda a região. Antes utilizada como uma rua de fundos, com pouca iluminação, descarte de lixo e circulação restrita a operações de carga e descarga, a área passa a assumir uma nova vocação, voltada aos pedestres, à convivência e ao comércio.
“A viela deixa de ser um espaço escondido e passa a ser uma vitrine: arborizada, iluminada, humanizada e com o pedestre em evidência. Essa transformação fomenta o comércio, melhora a qualidade urbana e contribui para a valorização imobiliária de todo o entorno, beneficiando também a vizinhança”, afirma Bruno Veras.
O arquiteto ressalta ainda os benefícios ambientais proporcionados pela intervenção. Com a redução da circulação de veículos, o espaço passa a registrar menor emissão de CO₂ e menos poluição sonora, além de ganhar uma nova dinâmica: deixa de ser uma via destinada prioritariamente aos carros para se tornar uma rua de passeio, convivência e estímulo à atividade física.
“A presença de piso drenante, vegetação e áreas de sombra também contribui para amenizar as ilhas de calor, um problema muito presente nas cidades. Todo esse conjunto ajuda a tornar o ambiente mais fresco, agradável e sustentável”, explica.
Para Bruno Veras, o projeto também recupera o hábito de caminhar e vivenciar a cidade, uma experiência que perdeu espaço, ao longo do tempo, para ambientes fechados, como os shopping centers.
“É um retorno à rua, à memória afetiva e à convivência com a cidade. A relação das pessoas com o espaço urbano se torna mais leve, próxima e democrática. Por ser um ambiente público, acessível e pensado para a permanência, a Viela 36 favorece os encontros e fortalece a sensação de comunidade, a vida de bairro e o sentimento de pertencimento. É um belo presente para Goiânia”, conclui.
Para Gui Mesquita, a experiência também demonstra o potencial de intervenções dessa natureza em outros pontos da capital. Ao combinar mobilidade, paisagismo, permanência, sustentabilidade e atividade econômica, a Viela 36 pode se tornar uma referência de requalificação urbana para outras alamedas e vielas de Goiânia.
A iniciativa está amparada pela legislação municipal que permite a adoção de espaços públicos pela iniciativa privada. Embora concebida e executada com recursos privados, a Viela será aberta à população.
Arte para ver, conhecer e experimentar
A arte ocupa papel central no projeto. Em vez de funcionar apenas como elemento estético, ela foi incorporada à própria narrativa da Viela 36.
O espaço reunirá trabalhos de Cléa Costa, Renato Griffith, Samuel Caixeta, Luís Olinto e Maicon Soares, aproximando diferentes gerações, linguagens e trajetórias artísticas.
Um percurso educativo permitirá ao visitante conhecer não apenas as obras, mas também as histórias de seus autores e os conceitos presentes em cada intervenção. Temas como origem, identidade, escolhas, transformação, futuro e responsabilidade individual e coletiva conduzem a experiência.
“A arte tem a capacidade de nos tirar do automático. Queremos que as pessoas observem, façam perguntas, conheçam quem está por trás de cada trabalho e estabeleçam relações entre aquelas obras e suas próprias histórias”, diz Larissa.
Entre as obras está “Gratidão”, de Cléa Costa, artista que morou durante décadas na Rua 36. A escultura em ferro, com aproximadamente 280 quilos, foi doada pela artista para integrar o projeto.
O percurso inclui ainda elementos como Raízes, Portal do Futuro e Árvore da Vida, concebidos para provocar questionamentos sobre aquilo que constitui cada indivíduo, os caminhos que ainda serão construídos e a relação de cada pessoa consigo mesma, com o outro e com a sociedade.
Educação como parte da experiência
Mais do que receber visitantes, a Viela 36 pretende funcionar como um ambiente vivo de aprendizagem. O projeto histórico-pedagógico foi desenvolvido para utilizar a própria transformação da rua, as obras de arte, a história, a arquitetura, a cultura e as experiências oferecidas pelo espaço como pontos de partida para estimular conhecimento, reflexão e participação.
Responsável pelo projeto histórico-pedagógico da Viela 36, a mestre em História e pedagoga Mariana Kaadi Pio explica que a proposta ultrapassa a ideia de uma visita recreativa.
“A Viela 36 foi pensada como um ambiente vivo de aprendizagem. A proposta é fazer com que crianças e adolescentes não apenas observem a arte e conheçam a história daquele espaço, mas sejam estimulados a reconhecer seus talentos, desenvolver capacidades, aprender com o outro e compreender que também podem participar da transformação da sociedade.
Partimos das raízes para pensar o futuro, mas mostrando que essa construção acontece agora, por meio das escolhas, das relações e das ações de cada um”, explica Mariana.
O percurso educativo está organizado em três grandes estações. A primeira, Estação dos Dons ou Talentos, estimula o autoconhecimento e o reconhecimento das capacidades individuais. A segunda reúne Capacitação, Movimento e Relacionamento, mostrando que o desenvolvimento exige conhecimento, disposição para buscar novos caminhos e capacidade de aprender e construir junto com outras pessoas. A terceira é a Estação da Entrega, momento em que talentos, conhecimentos, experiências e relações se transformam em propósito e ação.
A proposta é mostrar que reconhecer um talento é apenas o início de um processo. É preciso desenvolvê-lo, ampliar conhecimentos, relacionar-se e compreender de que maneira aquilo que cada pessoa sabe e faz pode ser colocado a serviço da sociedade.
O lema “Das raízes para o futuro, nasceu o agora: Viela 36” sintetiza esse percurso: conhecer a própria história e as raízes, projetar o futuro e compreender que sua construção começa pelas escolhas feitas no presente.
A proposta educacional dialoga ainda com princípios gerais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), especialmente com competências relacionadas ao conhecimento, pensamento crítico e criativo, comunicação, repertório cultural, autoconhecimento, empatia, cooperação, responsabilidade e cidadania.
Na prática, a Viela 36 prevê visitas de escolas com percursos orientados por professores mediadores capacitados. As experiências serão organizadas de acordo com as faixas etárias, com atenção especial a crianças e adolescentes de 8 a 16 anos, e terão duração média de duas horas.
Durante o percurso, os estudantes poderão conhecer as obras e seus autores, compreender a história da Viela e participar de momentos de observação, diálogo e questionamento, além de produzir registros em um diário de bordo. Storytelling e QR Codes permitirão o acesso a informações, imagens e conteúdos complementares sobre os artistas, as obras e a história do espaço.
A tecnologia, no entanto, será utilizada como ferramenta de ampliação da experiência, e não como substituta das relações humanas. A proposta estimula crianças e adolescentes a saírem dos ambientes exclusivamente digitais para ocupar a rua, caminhar, observar, conversar, experimentar e aprender com outras pessoas.
“Inteligência artificial e outros recursos tecnológicos podem ampliar o conhecimento, mas não substituem presença, escuta, diálogo e convivência. Queremos mostrar que a aprendizagem também acontece com o corpo em movimento, com os sentidos, com a curiosidade, com o fazer e com a interação com o mundo real”, destaca Mariana.
A programação prevê ainda experiências “mão na massa” e atividades maker, como oficinas de marcenaria, jardinagem, pintura e escultura. A intenção é incentivar os participantes a experimentar, criar, construir, resolver problemas, cooperar e compreender o valor do trabalho, do esforço e da perseverança.
A metodologia poderá ser articulada ao currículo das escolas e às habilidades previstas pela BNCC, permitindo que a Viela funcione como uma extensão da sala de aula.
História de Goiás ganha painel a céu aberto
A identidade goiana também estará presente em um dos principais elementos artísticos da Viela 36. Um grande painel criado por Luís Olinto ocupará um dos muros do espaço e apresentará uma narrativa visual sobre a formação histórica e cultural de Goiás.
A obra percorre referências que vão da ocupação do Centro-Oeste e dos carros de boi à antiga capital, Cidade de Goiás, passando por Pedro Ludovico Teixeira, pela construção de Goiânia e pelo patrimônio Art Déco.
Personalidades fundamentais da cultura goiana, como Cora Coralina, Belkiss Carneiro de Mendonça e Antônio Poteiro, também integram a narrativa.
Além da contemplação, o painel foi pensado como instrumento de conhecimento. A intenção é que o espaço possa receber visitas guiadas e atividades educativas, inclusive com estudantes, ampliando a relação entre arte, história e cidade.
Gastronomia, saúde e comércio movimentam o novo endereço
A Viela 36 também nasce com uma dimensão econômica. Gastronomia, saúde, comércio e serviços foram incorporados ao projeto para garantir circulação em diferentes momentos do dia e transformar o endereço em um espaço efetivamente integrado à rotina da região.
Entre as operações está a Souty Health, clínica dermatológica ligada ao conceito de saúde, cuidado e qualidade de vida que esteve na origem de todo o projeto.
Na gastronomia, um dos destaques será a chegada da Bachir, tradicional sorveteria libanesa fundada em 1936, conhecida por seus sorvetes artesanais de inspiração árabe e pela característica cobertura de pistache triturado.
A Viela também receberá a primeira unidade do Arabito em Goiânia, especializado em culinária libanesa, especialmente nos sanduíches conhecidos como shawarmas.
No segmento óptico, integram o mix a Tecnótica e as Óticas Motta.
A combinação de diferentes atividades pretende contribuir para que a Viela tenha vida própria e ocupação contínua. A implantação deverá gerar 220 postos de trabalho diretos e indiretos, envolvendo as operações instaladas, os serviços, a manutenção e o funcionamento do espaço.
Mais do que reunir marcas, o objetivo é criar uma pequena economia urbana em torno de um ambiente de convivência, estimulando circulação, consumo e geração de negócios de maneira integrada à experiência cultural e paisagística.
A proposta se estende também às empresas que integram a Viela 36. Mais do que apresentar produtos como objetos de consumo, elas serão convidadas a compartilhar os processos que existem por trás de sua criação: a origem da empresa, seu propósito, os conhecimentos envolvidos, as etapas de elaboração, os critérios de qualidade e os desafios percorridos até que um produto ou serviço chegue à sociedade.
Esse conceito se conecta à Estação da Entrega do percurso educativo: mostrar, na prática, que toda entrega à sociedade é resultado de aprendizado, capacitação, planejamento, trabalho, movimento e relações humanas.
“Queremos que a Viela seja um espaço que provoque conhecimento e questionamento. A transformação física da rua é apenas uma parte do projeto. O que buscamos é uma transformação de mentalidade, capaz de contribuir para o desenvolvimento das pessoas e, consequentemente, para a vida da cidade”, afirma Larissa Oliveira.
Cerrado em meio à verticalização
Em uma região marcada pela intensa verticalização, a presença da natureza tornou-se outro ponto central do projeto.
Ao todo, 46 árvores do Cerrado foram incorporadas ao paisagismo, além de jardins distribuídos ao longo do percurso. A escolha busca ampliar as áreas de sombra, proporcionar maior conforto térmico aos pedestres e reforçar a conexão do projeto com a vegetação e a identidade locais.
“Cada árvore representa uma escolha sobre o espaço urbano que queremos construir. Além da sombra e do conforto, trazer espécies do Cerrado é uma maneira de valorizar aquilo que é nosso e recuperar um pouco da relação das pessoas com a natureza em uma região cada vez mais verticalizada”, afirma Larissa Oliveira.
A arborização integra uma estratégia paisagística mais ampla. Segundo Gui Mesquita, a vegetação foi distribuída para acompanhar e “abraçar” o percurso, criando áreas de sombra e permanência e contribuindo para o conforto térmico. Associada aos pisos drenantes e ao aumento das áreas permeáveis, também desempenha papel importante na redução das ilhas de calor.
Um investimento privado com vocação para a cidade
A Viela 36 parte de um investimento privado, mas seu conceito ultrapassa os limites de um empreendimento convencional. Ao reunir arte, educação, natureza, saúde, gastronomia e atividade econômica em uma área aberta à população, o projeto propõe uma discussão sobre como pequenas intervenções podem produzir novas relações entre as pessoas e a cidade.
Para Larissa Oliveira, a transformação do espaço traduz um princípio que acompanha todo o projeto: qualidade de vida não se constrói apenas de dentro para fora.
“A Viela 36 representa o que pode acontecer quando deixamos de olhar para um problema como algo que pertence apenas ao outro e decidimos participar da solução. A transformação é urbana, mas também é humana. Meu desejo é que cada pessoa que passe por aqui encontre algo que a faça olhar de maneira diferente para a cidade, para o outro e para si mesma”, conclui.
A inauguração da Viela 36 será realizada nos dias 12 e 13 de setembro, com uma programação dedicada à apresentação do espaço, das operações, das obras de arte e do percurso educativo.
Serviço
Inauguração Viela 36
Data: 12 e 13 de setembro
Local: Setor Marista – Goiânia (GO)
Endereço: Rua 36 com rua 9 Setor Marista






