Na Heavenly International School, aprender significa atravessar fronteiras, conectar conhecimento à realidade e preparar os alunos para transformar o mundo. Foi exatamente isso que viveram os 35 estudantes das unidades Asa Norte e Lago Sul durante a primeira participação da escola no programa internacional da Coded Education, em Orlando, uma experiência que traduz na prática a campanha institucional Destination Heavenly, levando os alunos da sala de aula ao palco da NASA.
Os estudantes foram acompanhados por Ms. Berta Biondi, coordenadora do Middle School no Lago Sul, Ms. Thamires Garcia, coordenadora do Middle School da unidade Asa Norte e Ms. Jéssica Germano, professora de Science do Lago Sul. A participação marcou a estreia da Heavenly no programa internacional desenvolvido pela Coded Education.
Para Ms. Berta, a experiência representa um avanço importante na proposta pedagógica da escola. “Mais do que uma viagem internacional, essa experiência simboliza nossa convicção de que a aprendizagem mais significativa acontece quando o conhecimento é aplicado em contextos reais, desafiadores e globalizados.”
Ao longo de nove dias, os estudantes participaram de workshops e desafios em locais como Universal Studios, Island of Adventure, Epic Universe, Disney’s Hollywood Studios e Kennedy Space Center, da NASA. Entre as atividades, tiveram contato com física aplicada às atrações, robótica, programação, inteligência artificial, engenharia e sustentabilidade.
Segundo Thamires, um dos aspectos que mais chamou a atenção foi justamente a conexão entre diferentes áreas do conhecimento. “Eles tiveram aulas de física no Disney Hollywood Studios e no Universal Studios. Já no Island of Adventure, puderam compreender a responsabilidade de diferentes profissionais no desenvolvimento das atrações. A princípio, se surpreenderam ao encontrar antropólogos e zoólogos atuando nesses projetos, mas logo perceberam como diferentes áreas precisam trabalhar juntas para garantir a ambientação realista e um storytelling mais crível e imersivo.”
O principal desafio do programa foi desenvolver uma colônia espacial capaz de sustentar a vida humana em um ambiente remoto e extremo. Os grupos precisaram trabalhar infraestrutura, sustentabilidade, transporte, automação, finanças e inteligência artificial, além de apresentar as soluções desenvolvidas.
Durante toda a experiência, os educadores assumiram o papel de mentores. A proposta era que os próprios estudantes investigassem, errassem, debatessem, tomassem decisões e encontrassem soluções, desenvolvendo exatamente aquilo que a Heavenly acredita ser a essência da aprendizagem: autonomia, responsabilidade e protagonismo.
“Cabia a eles se comunicarem com assertividade, colocarem seu ponto de vista com clareza, manejarem o tempo, dividirem papéis e trabalharem a potencialidade de cada integrante. Não era apenas fazer um robô andar; eles precisavam construir todo um ambiente social e encontrar soluções para os problemas da colônia”, explica Thamires.
Um dos destaques da viagem foi a chegada dos alunos da Heavenly ao Top 5 da competição internacional, com apresentação do projeto na plenária da NASA diante de quase 300 participantes, 25 grupos, de diferentes países e de uma banca internacional de jurados. “Foi incrível ver como nossos estudantes possuem competência, preparo e confiança para ocupar espaços de relevância internacional”, afirma Ms. Berta.
Para Tainah Nóbrega, diretora de Comunicação e Marketing da instituição, chegar à NASA foi simbólico. “Mais do que apresentar um projeto diante de especialistas internacionais, os estudantes perceberam que o conhecimento adquirido na escola pode levá-los a qualquer lugar do mundo”, conta.
O inglês também esteve presente durante toda a experiência, utilizado nas atividades, discussões e apresentações. A proposta apresentada pela Heavenly às famílias já previa uma imersão acadêmica e cultural realizada integralmente em ambiente internacional.
Além do aprendizado acadêmico, as coordenadoras destacam o impacto da experiência no desenvolvimento da autonomia. “Eles precisaram administrar o tempo, cumprir horários, organizar seus espaços, tomar decisões, pôr em prática toda a criatividade e resolver problemas. Voltamos não apenas com estudantes que aprenderam mais sobre ciência e tecnologia, mas com jovens mais maduros, confiantes e conscientes do seu potencial”, afirma Ms. Berta.
Para Ms. Thamires, a experiência também mostrou uma forma diferente de aprender. “Eles passaram nove dias sendo desafiados a resolver problemas, debater, chegar a consensos e recomeçar quando uma ideia não funcionava. O conteúdo era o meio, não o fim em si.”
O nervosismo antes da apresentação, a contagem regressiva, quase 300 pessoas na plateia e uma banca internacional de jurados transformaram aquele momento em algo que foi muito além do desempenho acadêmico. Quando os alunos da Heavenly subiram ao palco da NASA, não apresentaram apenas um projeto de engenharia e tecnologia. Levaram consigo dias de trabalho em equipe, decisões, erros, recomeços e superação. Era a formação integral acontecendo na prática: conhecimento, comunicação, responsabilidade, autonomia e confiança reunidos em um mesmo desafio.
A primeira participação da Heavenly no programa reforça uma visão de educação que ultrapassa os limites da sala de aula. Ao colocar os estudantes diante de situações reais, desafios complexos e contextos internacionais, a escola amplia os ambientes de aprendizagem e estimula a capacidade de colaborar, criar, tomar decisões e transformar conhecimento em ação.
“Acreditamos que a aprendizagem acontece quando o conhecimento ganha vida por meio de experiências reais. Por isso, experiências internacionais não são atividades complementares, mas parte da nossa proposta de formar jovens capazes de pensar globalmente, agir com responsabilidade e colocar seus talentos a serviço do mundo”, completa Tainah. Da sala de aula aos laboratórios da NASA, cada desafio vivido reafirma aquilo que move a missão da Heavenly: despertar talentos, acompanhar caminhos e transformar vidas.






